Em meio a crise, comerciantes da Argentina adotam Pix para pagamentos
Em meio às dificuldades econômicas da Argentina, comerciantes de Buenos Aires têm recorrido ao Pix para facilitar as compras de turistas brasileiros.
A modalidade de pagamento, criada no Brasil, já é utilizada por empreendedores locais e brasileiros que atuam em áreas turísticas da capital argentina, onde a presença de visitantes do país vizinho representa uma oportunidade de negócio.Entre os dias 6 e 9 de outubro, o portal A TARDE esteve em Buenos Aires para uma imersão na capital argentina durante o evento Technovation, realizado pela Philip Morris.
Durante a viagem, a reportagem conversou com comerciantes que adotaram o sistema como alternativa aos pagamentos em cartão e às operações tradicionais de câmbio.País sulamericano vive atualmente em crise econômica com diminuição do poder de compra da população e encarecimento de produtos básicos.
Desde dezembro de 2023, quando o atual presidente Javier Milei tomou posse, o peso argentino desvalorizou mais de 100% em comparação ao real.
Pix facilita vendasNo Caminito, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Buenos Aires, localizado no bairro de La Boca e próximo ao estádio La Bombonera, do clube Boca Juniors, a reportagem conversou com dois comerciantes brasileiros que trabalham em uma loja de souvenirs.
Região do El Caminito - Foto: Leo Almeida | Ag.
A TARDE Maria Eduarda, de 34 anos, natural de São Paulo, e Adriano da Silva, de 35, do Pará, vivem na Argentina desde 2022.
Segundo Eduarda, o Pix foi incorporado às formas de pagamento do estabelecimento desde o início do negócio, em razão do fluxo de turistas brasileiros na região.A comerciante afirmou que o sistema beneficia tanto os consumidores quanto os vendedores.
Para os brasileiros, a modalidade permite pagar diretamente pelo aplicativo da instituição financeira utilizada no país de origem, sem a necessidade de trocar dinheiro antes da compra.
Para os lojistas, representa uma alternativa às taxas cobradas pelas operadoras de cartão.De acordo com Eduarda, os preços das mercadorias podem aumentar em até 30% quando o pagamento é feito com cartão, devido aos custos envolvidos na operação.“Sempre teve muito brasileiro por aqui e, como nós temos conta em bancos de lá, isso [a implementação do Pix] nunca foi um problema.
É algo bacana para nós e para os clientes, pois eles não precisam fazer o câmbio para o peso, mas também deixam de pagar um valor a mais por conta das taxas da maquininha do cartão.
Todo mundo sai ganhando”, afirmou.Argentinos também aderem pixA utilização do Pix não se restringe aos empreendedores brasileiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.