“Fernando, Lulinha e eu somos uma coisa só”, disse lobista
Mensagens trocadas pela lobista Roberta Luchsinger indicam que ela, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Fernando Bittar atuavam juntos em negócios com o governo federal.
Segundo conversas obtidas pela Polícia Federal e publicadas pelos jornalistas Ricardo Chapola e Laryssa Borges, da Veja , o trio mantinha um grupo de WhatsApp chamado “Musaranhos” .
“Fefe [Fernando Bittar] , Fábio e eu somos uma coisa só.
Se um fala vai, tds vão [sic] .
A gente é mesmo irmão” , escreveu a lobista em uma mensagem.
Em outra conversa, Roberta explicou como Lulinha participava das tratativas: “Fábio não faz nada.
Ele só entra em campo qdo precisa.
Tem q se preservar [sic] ”.
Para a PF, as mensagens indicam que Lulinha tinha relevância nas decisões do grupo, mesmo com uma participação menos exposta nas negociações.
A atuação do grupo aparece em diferentes negócios investigados pela PF.
No Ministério da Saúde, Roberta teria acionado Lulinha para acelerar a regulamentação de medicamentos à base de canabidiol e, depois, tentar viabilizar a contratação de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS , em um negócio superior a R$ 1 bilhão.
As mensagens também citam tratativas envolvendo a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência).
Roberta e um empresário ligado ao Careca do INSS discutiam formas de pressionar Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência no governo Dilma Rousseff (PT), para facilitar os interesses do grupo.
Na Telebras, a busca por negócios levou a desentendimentos dentro do grupo.
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