De espécie vulnerável, bugios monitorados brincam em área ciliar de Inocência
Neste 1º de setembro, Dia Internacional dos Primatas, imagens divulgadas pela empresa Arauco mostram a interação entre bugios-pretos da mesma família em copas de árvores presentes no corredor do Rio Sucuriú, no município de Inocência.
A data reforça que esses animais podem desaparecer caso medidas de proteção não sejam adotadas.
Em dois dos vídeos feitos em agosto deste ano, os animais brincam e se alimentam.
Três dos macacos que aparecem têm nomes: Baru, Pequi e Bacuri (pai, mãe e filhote), escolhidos em votação promovida entre trabalhadores e comunidade.
A família é monitorada junto a nove grupos de primatas.
Esse trabalho é parte das medidas de mitigação dos impactos da instalação e operação da fábrica de celulose da companhia na região.
O empreendimento deve ficar pronto em 2027.
Segundo a companhia, a captação de água e emissão de efluentes tratados exigem que o monitoramento e outras intervenções sejam feitos em trechos da vegetação ciliar.
Um dos objetivos é preservar as árvores das quais dependem os bugios-pretos (Alouatta caraya) e o macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay) para se locomoverem e se alimentarem.
As duas espécies são encontradas na região e estão classificadas na categoria de ameaça VU (Vulnerável) no Brasil.
“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo.
Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam”, afirma Gonzalo Flores, especialista de biodiversidade da Arauco.
O acompanhamento permitirá conhecer como os animais vivem na área da implantação das estruturas fabris.
Após o término da obra e início das operações, registros continuarão sendo feitos para avaliar se os primatas continuam utilizando as passagens e se elas reconectam ambientes.
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