Mulher é vítima de abuso sexual dentro de UTI hospitalar
Uma mulher relatou ter sofrido abuso sexual durante internação na UTI do Hospital Luz Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. Segundo o relato de Stefany Correa Próspero, 29, à reportagem ela havia acabado de sair de um coma induzido, estava com as mãos contidas e ainda tinha dificuldade para falar quando diz ter sido violentada por um técnico de enfermagem.
O caso ocorreu em 9 de julho e foi registrado três dias depois como estupro de vulnerável. O hospital diz que não compactua com qualquer forma de violência contra a mulher e que tem total interesse na completa elucidação do caso. A reportagem optou por não divulgar o nome do técnico para não prejudicar as investigações em andamento.
Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a ocorrência foi encaminhada ao 36º DP (Vila Mariana), responsável pela região onde fica o hospital, que instaurou inquérito para investigar o caso.
O Código Penal enquadra como estupro de vulnerável a prática de ato sexual com menores de 14 anos, pessoas com deficiência intelectual ou que, por qualquer outra causa, não possam oferecer resistência. A vítima, também técnica de enfermagem, havia sido internada dois dias antes, após passar mal durante o expediente no hospital onde trabalha, em Diadema, na Grande São Paulo. Ela teve forte dor de cabeça, enjoo, queda de pressão, dificuldade para falar, alteração no rosto, perda de força e movimentos involuntários.
“Foi bem rápido. Tive dificuldade na fala, meu rosto ficou um pouquinho mais torto para o lado esquerdo, senti peso nos braços e minha perna esquerda ficou com movimento involuntário”, relata à reportagem. A paciente teve convulsões, foi intubada e transferida ainda no dia 7 para o Hospital da Luz, onde permaneceu em coma induzido por cerca de dois dias.
Na manhã do dia 9, começou a despertar. “Eu acordei bem assustada, porque não sabia onde estava, nem imaginava que tinha ficado esse tempo todo desacordada.” Após ser extubada, permaneceu com um tubo menor na boca. Estava consciente, mas tinha dificuldade para falar e mantinha as mãos contidas no leito.
Foi nesse período que o técnico de enfermagem se apresentou como um dos profissionais responsáveis pelos cuidados dela. “Ele veio e falou: Oi, seja bem-vinda. Eu sou o […], sei que você é colega da área também.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.