Escalas de trabalho, salário fixo, delivery e atacado: grupo que traficava drogas e fuzis em ‘ritmo empresarial’ é alvo de operação no PR e SC
PCPR mira grupo que fazia delivery de drogas em Curitiba Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) cumpriu ordens de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão no Paraná e em Santa Catarina nesta terça-feira (22).
Os suspeitos integram, segundo a polícia, uma organização criminosa que atuava em “ritmo empresarial” para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, incluindo fuzis, e lavagem de dinheiro.
Segundo a polícia, 12 pessoas foram presas e outras três estão foragidas.
Os agentes também encontraram armas, munições, além de uma grande quantidade de maconha, crack e cocaína.
Parte das drogas já estava fracionada e embalada para a venda.
Os entorpecentes foram encontrados em dois endereços. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ao todo, foram 15 ordens de prisão e 25 mandados de busca e apreensão emitidos para suspeitos em Curitiba, Colombo e Guaratuba, no Paraná, e nos municípios de Itapema e Itapoá, em Santa Catarina.
Também houve bloqueios de 15 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além da apreensão de veículos.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Segundo o delegado Victor Loureiro Mattar Assad, a organização criminosa atuava nos moldes de uma empresa, com escalas de trabalho, dias de folga e pagamento de salários fixos aos integrantes.
A polícia identificou que o líder do grupo definia diariamente, por meio de um grupo de mensagens, as rotas de entrega, os clientes, os tipos de droga e os valores a serem cobrados, além de fornecer os veículos utilizados na distribuição.
“Eles tinham um ritmo empresarial, onde esse líder sempre impulsionava os seus funcionários para que eles pudessem cada vez produzir mais e mais drogas e negociar mais e mais armas”, disse.
Conforme o delegado, o líder da organização morava no litoral de Santa Catarina para que “não fosse alcançado em um eventual flagrante”.
“De longe, ele dominava todo esse esquema.
E há suspeitas de que traficantes de Santa Catarina também recebessem esse tipo de produto, sejam armas e sejam drogas”, detalha Assad.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.