‘Partirei feliz, realizado’: Netinho falou sobre a morte durante tratamento contra câncer
Cantor Netinho revela que câncer voltou mais agressivo Reprodução/Redes Sociais “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei.
Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.” A frase era repetida pelo cantor Netinho durante os últimos meses de tratamento contra um câncer do sistema linfático, segundo a assessoria do artista.
Um dos principais nomes do axé music, ele morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador.
Em comunicado, a assessoria informou que Netinho partiu tranquilo.
Por desejo expresso do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Conhecido por sucessos como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Estrela Primeira” e “A Vida é Festa”, Netinho construiu uma carreira marcada por grandes apresentações no Carnaval de Salvador e pela popularização do axé music em todo o Brasil.
O artista também levou sua música para outros países, com apresentações na Itália e no Chile. ‘Milla’, ‘Beijo na Boca’ e ‘Estrela Primeira’: relembre os hits que marcaram a carreira de Netinho Cláudia Leitte lamenta a morte de Netinho: 'Descanse em paz, meu irmão' A morte encerra uma trajetória que atravessou diferentes gerações, com momentos de consagração nos palcos, investimentos no mercado musical e períodos difíceis de saúde.
Da infância no Recôncavo ao sucesso nacional Nota de pesar ao cantor Netinho Reprodução/Redes Sociais Netinho nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, em 12 de julho de 1966.
Aos 10 anos, mudou-se com a família para Salvador, cidade onde começou a se aproximar da música.
Aos 14 anos, ganhou o primeiro violão da mãe.
Dois anos depois, ingressou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), enquanto conciliava os estudos com apresentações em escolas.
O que começou como uma atividade paralela se transformou em profissão.
Netinho passou a tocar em bares, com repertório de música popular brasileira (MPB) e bossa nova, até conquistar espaço no cenário musical baiano.
Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador.
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