STF vive 8 de janeiro das togas
O Supremo Tribunal Federal é onde há a maior possibilidade de se criar uma instituição inteiramente nova. Caos não falta. A sessão em que a falange de Alexandre de Moraes prevaleceu sobre a facção de André Mendonça produziu em setembro uma espécie de 8 de janeiro das togas. A diferença é que o ataque vem de dentro.
Os pessimistas não ignoravam que o plenário do Supremo virou um saco de gatos. Mas imaginavam que a sessão de terça-feira iniciaria um processo de depuração. Deu na blindagem de Alexandre de Moraes. Pior: a troca de insultos mostrou que há de tudo no balaio do Supremo: leviano, mentiroso, golpista, mafioso, pilantra. Só não há felinos.
O 8 de janeiro das togas, suprema ironia, virou ativo eleitoral de Bolsonaro. O filho do líder condenado do complô do golpe cola Moraes em Lula. Flávio Bolsonaro esquece que pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro. Um valor da mesma magnitude dos R$ 131 milhões do contrato entre o Master e o escritório da mulher de Moraes. No Brasil, os mais cínicos não pedem por esperar. Ganham.
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