SUS inicia oferta de nove medicamentos contra o câncer
O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ofertar nove medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de câncer.
Os remédios atendem 13 indicações clínicas e serão disponibilizados inicialmente em 20 centros especializados de 17 estados, com previsão de expansão gradual para outras unidades até o fim do ano.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida pode beneficiar mais de 116 mil pacientes e integra um plano que prevê a entrada de 23 novos fármacos oncológicos na rede pública até dezembro.
A estimativa oficial é que a ampliação represente um aumento de 35% nas alternativas terapêuticas oferecidas pelo SUS.
A nova etapa alcança pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, rim, tireoide, estômago, tumores neuroendócrinos, leucemia linfocítica crônica e diferentes tipos de linfoma.
Entre os medicamentos estão abemaciclibe, abiraterona, gefitinibe, pazopanibe, rituximabe, sunitinibe, trastuzumabe, acetato de lanreotida e TSH recombinante.
Parte dos tratamentos já havia sido incorporada ao SUS, mas ainda não estava disponível de forma efetiva nos serviços.
A nova estratégia prevê compra direta de alguns medicamentos pelo Ministério da Saúde, negociação de preços para aquisição pelos estados e ampliação de repasses a unidades habilitadas em oncologia.
O impacto anual estimado para a oferta dos 23 medicamentos é de R$ 4 bilhões.
Somente os nove remédios que começam a ser distribuídos agora terão custo previsto de R$ 155,4 milhões por ano.
Um dos destaques é o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama.
De acordo com o governo, o medicamento pode custar até R$ 366 mil na rede privada.
O acesso pelo SUS, contudo, seguirá critérios clínicos, indicação médica e os fluxos de encaminhamento da rede pública.
Além dos medicamentos, o governo anunciou o início do rastreamento de câncer colorretal no SUS.
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