Ibovespa fecha acima dos 209 mil pontos pela primeira vez na melhor semana em 6 anos
Depois da euforia no dia seguinte ao primeiro turno, a bolsa brasileira cravou mais uma marca histórica nesta sexta-feira (9).
O cenário político doméstico renovou o apetite por risco e levou os investidores às compras na B3, diante da divulgação de novas pesquisas de intenção de voto confirmando a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) em simulações de segundo turno.
O Ibovespa avançou 1,4%, aos 209.067 pontos, novo recorde de fechamento, acumulando alta de 8,8% na semana - a melhor desde a de 9 de abril de 2020, quando o índice subiu 11,7%.
As pesquisas eleitorais Datafolha e AtlasIntel, divulgadas entre ontem e hoje, mostraram o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula.
Para o mercado, a perspectiva de vitória da oposição renova as apostas em uma mudança na condução das contas públicas a partir do próximo ano, com maior disciplina fiscal e controle de gastos.
Para Fernando Saad Benatti, estrategista global da Avenue, o movimento no mercado hoje é essencialmente doméstico e responde ao cálculo de probabilidades feito pelos investidores.
"O mercado considera as chances de vitória de Flávio Bolsonaro e os possíveis benefícios de uma política fiscal mais disciplinada em comparação com um cenário de reeleição de Lula.
Essa combinação gera maior otimismo, favorecendo o recuo das taxas de juros, a valorização do Ibovespa e o fortalecimento do real", analisa Benatti.
A sessão desta sexta carimba uma semana histórica para a bolsa, que começou no dia seguinte ao primeiro turno, quando o Ibovespa disparou quase 8%, na sua maior alta em seis anos, rompendo os 206 mil pontos pela primeira vez.
O dólar registrou a maior queda em oito anos.
Na terça e na quarta, os investidores aproveitaram para embolsar parte dos lucros, mas ontem o índice mais famoso da B3 voltou a acelerar, na esteira de notícias sobre as propostas econômicas de Flávio, como a sinalização de cortes de gastos de R$ 250 bilhões.
Hoje, a divulgação das pesquisas eleitorais deu o impulso final para renovar as máximas e coroar o rali na melhor semana para a bolsa em seis anos.
No mercado de câmbio, a busca por ativos brasileiros provocou um descolamento do real em relação a outras moedas globais.
Enquanto o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas fortes, avançava no exterior, o dólar à vista engatou firme trajetória de queda no Brasil.
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