Cruzeiro do Sul registra 532 casos de violência doméstica em 2026 e já supera total de 2025
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Criança e Adolescente de Cruzeiro do Sul registrou 532 ocorrências de violência contra mulheres entre janeiro e este mês de outubro.
O número já supera os 487 casos contabilizados durante os 12 meses de 2025, uma diferença de 45 registros, equivalente a 9,2%.
Os dados foram apresentados pelo delegado Vinícius Almeida nesta terça-feira,27.Para ele, o aumento das denúncias de violência doméstica pode estar relacionado à maior confiança das mulheres no trabalho da polícia e da Justiça, fazendo com que mais vítimas procurem ajuda.“A gente acredita sinceramente que a população de Cruzeiro do Sul tem acreditado cada vez mais no trabalho da polícia e da Justiça como um todo, e isso faz com que as mulheres vítimas de violência doméstica estejam procurando com mais frequência a Delegacia da Mulher”, afirmou.
O delegado alerta que a violência doméstica não se resume às agressões físicas.
A violência psicológica e patrimonial também está entre as situações que podem ser denunciadas.
Quebrar o celular da companheira, controlar suas redes sociais, roupas, maquiagem e amizades são exemplos de comportamentos que podem configurar violência doméstica.“Quebrar o celular da vítima, querer controlar o acesso às redes sociais, controlar roupa, maquiagem, amizade, tudo isso é uma forma de violência doméstica que pode ser reprimida”, explicou.
Além das investigações, a Delegacia da Mulher oferece atendimento psicológico e assistência social às vítimas, tanto no primeiro contato quanto durante o acompanhamento posterior, em parceria com a rede de proteção.
A Polícia Civil também realiza palestras em escolas e ações educativas voltadas à prevenção da violência doméstica e sexual.
Outro ponto destacado pelo delegado é que nem sempre a vítima pode retirar uma denúncia depois de registrada.
Nos crimes de ação penal pública incondicionada, a investigação segue independentemente da vontade da mulher.
Vinícius Almeida reforça ainda que familiares, vizinhos e outras pessoas que tenham conhecimento de agressões devem comunicar os fatos às autoridades.“O que a gente não quer para a nossa família, a gente também deve fazer para o próximo.
Havendo notícias de violência doméstica ou sexual com seu vizinho ou parente, busque justiça, busque a polícia”, orientou.
As vítimas podem procurar diretamente a Delegacia da Mulher de Cruzeiro do Sul ou acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 em situações de emergência.
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