O que esperar do discurso de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta terça-feira, 22, da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas , em Nova York.
O chefe do Executivo manterá a tradição brasileira de realizar o discurso de abertura do evento.
Lula deve tratar de temas como a defesa da soberania dos países, o combate à fome e à pobreza, mudanças climáticas, crime organizado e a necessidade de reforma das instituições multilaterais, especialmente do Conselho de Segurança da ONU.
A previsão é que, logo após seu discurso de abertura, Lula retorne ao Brasil para retomar atividades de campanha na busca pela reeleição.
O evento em Nova York ocorre a pouco menos de duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para 4 de outubro.
Após a fala do presidente brasileiro, será a vez de Donald Trump , presidente dos Estados Unidos , país anfitrião.
Embora não exista uma reunião bilateral programada entre os dois, a agenda pode proporcionar um contato informal semelhante ao ocorrido no ano passado, quando os líderes trocaram algumas palavras nos bastidores antes de seus discursos.
Continua após a publicidade Agenda de Lula Na segunda-feira, Lula concentrou parte da agenda em encontros políticos e diplomáticos em Nova York.
Entre os compromissos estava uma reunião com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani , além de encontros com o senador americano Bernie Sanders e com o presidente do Uruguai , Yamandú Orsi .
Integrante da ala mais à esquerda do Partido Democrata e um dos principais críticos do presidente Donald Trump, Mamdani já havia tentado se reunir com Lula durante a Assembleia Geral de 2025, quando ainda disputava a Prefeitura de Nova York.
Na ocasião, porém, os dois não conseguiram conciliar as agendas.
A reunião desta segunda-feira ocorreu na residência oficial do representante do Brasil junto à ONU, embaixador Sérgio Danese.
Continua após a publicidade + Lula presenteia prefeito de Nova York com camisa do Corinthians A agenda internacional do presidente ocorre poucos dias depois da retirada da candidatura de Michelle Bachelet , ex-presidente do Chile, para suceder Guterres.
Então apoiada pelo Brasil, ela anunciou no sábado, 19, sua saída da disputa.
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