Promotoria volta a pedir pena de morte a ex-presidente da Coreia do Sul
A promotoria da Coreia do Sul voltou a pedir a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol, condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição após decretar lei marcial. O pedido foi feito hoje, segundo a Al Jazeera, durante o julgamento de um recurso em Seul.
O Ministério Público sustenta que as ações de Yoon ameaçaram a democracia sul-coreana. Um promotor afirmou que "não há motivo para hesitar" em aplicar a pena de morte, de acordo com a agência Yonhap.
Yoon recebeu pena de prisão perpétua em fevereiro, depois de ser condenado por liderar uma insurreição. A promotoria já havia pedido a pena de morte no julgamento original, realizado em janeiro.
A Coreia do Sul ainda prevê a pena de morte em sua legislação, mas não realiza execuções desde 1997. Os promotores alegam que essa interrupção não deve impedir os juízes de condenarem Yoon à morte.
O tribunal de primeira instância concluiu que Yoon tentou impedir o funcionamento do Parlamento, deter adversários políticos e se manter no poder por um período prolongado. Os advogados do ex-presidente afirmam que ele queria alertar o Parlamento, controlado pela oposição, sobre o que considerava tentativas de bloquear seu governo, e não instaurar um regime autoritário, informou o Hankyoreh.
O Parlamento aprovou o impeachment de Yoon em dezembro de 2024, e a Corte Constitucional o destituiu em abril de 2025. O Tribunal Superior de Seul deve realizar mais duas audiências sobre o caso, incluindo a manifestação final do ex-presidente, em 5 de novembro.
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