Faturamento mostra porque Flávio não quer abrir sigilo, diz campanha do PT
O faturamento de cerca de R$ 14 milhões do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro durante o mandato de senador, revelado hoje pelo UOL , está entre as razões de o candidato não abrir o sigilo bancário, como proposto por Lula (PT) no debate da Band, disseram hoje o senador Camilo Santana (PT) e secretário-geral da presidência, Guilherme Boulos (PSOL), que integram a campanha pela reeleição do presidente.
Camilo afirmou que, apesar de ser permitido advogar durante o mandato, as movimentações são "suspeitas" e questionou o compartilhamento de uma conta com o advogado e amigo Willer Tomaz, suspeito de lavar dinheiro desviado das aposentadorias.
"São elementos que mostram porque o Flávio Bolsonaro não quer abrir o seu sigilo fiscal, sigilo financeiro, fiscal, bancário", afirmou. Lula disse que pode disponibilizar os próprios dados, da primeira dama e dos cinco filhos nos últimos oito anos.
Boulos reforçou a fala de Camilo e apontou suspeita de venda de votos para uma nomeação ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). "Isso é grave. Talvez essa seja uma das razões pelas quais ele não quer abrir o sigilo. Porque pode ter coisa até pior do que isso, se ele abrir o sigilo bancário dele. Inclusive, da conta que ele tem no Santander, conjunta com o Willer Tomaz", afirmou.
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