Cientistas criticam decisão do TSE e pedem imparcialidade nas eleições
Oito entidades científicas e acadêmicas divulgaram uma carta aberta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual cobram critérios iguais para as candidaturas nas eleições presidenciais de 2026.
O documento questiona a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, determinada após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), e sugere uma investigação sobre denúncias de interferência no ambiente digital, incluindo o uso do chamado token B22 em propaganda eleitoral.Entre as organizações signatárias estão a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
O texto defende a remoção de publicações falsas e a responsabilização de seus autores, mas critica decisões que suspendam canais e perfis inteiros sem análise individualizada das condutas.“Não se trata de defender uma candidatura.
Trata-se de impedir que a Justiça Eleitoral seja usada para silenciar eleitores, enquanto as interferências mais graves destas eleições seguem sem resposta”, afirma a carta obtida pelo portal A TARDE.
Entidades questionam suspensão de canalO documento cita a decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e com mais de 3 milhões de participantes, após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro.As entidades também mencionam pedidos da campanha do senador para suspender outros 32 perfis, remover 221 publicações e cassar o registro da chapa adversária.
Segundo a carta, a campanha acusa uma rede de 1.525 contas de disseminar desinformação, mas reconhece que as publicações questionadas não partiram do perfil de Lula.Para os signatários, eventuais conteúdos falsos devem ser retirados, com responsabilização dos autores.
No entanto, a suspensão coletiva de canais e perfis, sem análise individual, pode atingir milhões de usuários e afetar o equilíbrio da disputa.A carta pede que a suspensão do canal seja submetida com urgência ao plenário do TSE e que, caso sejam identificadas irregularidades, a medida seja substituída pela remoção das publicações específicas.
Também defende que decisões dessa natureza sejam fundamentadas em provas concretas e assegurem o direito de defesa.Investigação sobre token B22Outro destaque do documento é o chamado token B22, que, segundo as denúncias citadas pelas entidades, teria oferecido criptomoedas em troca de publicações com pedidos de voto em Flávio Bolsonaro.A carta afirma que o mecanismo teria enviado 120 milhões de tokens a um grupo de dança infantil de Uganda, que publicou um vídeo com crianças cantando uma mensagem eleitoral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.