Casas Bahia aumenta prejuízo em 18 vezes no 2º trimestre, a R$ 10 bilhões
A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre.
O montante é 18 vezes maior que o obtido em 2025, registrando aumento de 1.720%.
A empresa citou como justificativa o impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor, enquanto não descartou novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.
“Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$ 9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre”, afirmou a companhia no balanço publicado na madrugada deste domingo.
A companhia também afirmou nas notas explicativas de suas demonstrações financeiras que continua avaliando alternativas adicionais, incluindo “reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial”.
A companhia passou por uma recuperação extrajudicial em 2024.
Leia Mais CEO que demitiu 900 funcionários por Zoom é mandado embora 5 anos depois Controlar a dívida pública não é ideologia, é necessidade, diz economista Guepardo Investimentos compra 5,44% da Vivara, informa joalheria No segundo trimestre, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, bem acima da perda de R$ 555 milhões registrada um ano antes.
Em termos ajustados, o prejuízo ficou em R$ 978 milhões.
No período, a receita líquida cresceu 1,6%, para quase R$ 7 bilhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas tiveram incremento de 17%, para R$ 1,8 bilhão.
A linha “outras despesas” saltou para R$ 3,5 bilhões, de R$ 49 milhões um ano antes.
O resultado medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 9,4%, para R$ 518 milhões, com a margem nessa linha passando de 8,3% para 7,4%.
No período de abril a junho, o caixa incluindo recebíveis não descontados totalizou R$ 2,9 bilhões e o indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, ficou em 0,5 vez, de 2,2 vezes no mesmo período do ano passado e 0,5 vez nos primeiros três meses de 2026.
NOVA FASE DE TRANSFORMAÇÃO A companhia começou em 2023 o que chamou de “plano de transformação” e vem implementando medidas operacionais e financeiras destinadas à melhoria de sua eficiência, rentabilidade e geração de caixa e, paralelamente, realizou iniciativas para adequar seu balanço e sua estrutura de capital.
No ano passado, adotou ações que ajudaram a reduzir parte do endividamento financeiro e contribuíram para o alongamento do perfil de vencimentos.
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