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Custo de reduzir IRS e bónus nas pensões “podia baixar combustíveis em 24 cêntimos”

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Custo de reduzir IRS e bónus nas pensões “podia baixar combustíveis em 24 cêntimos”

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, referiu esta quinta-feira que os 800 milhões de euros que o Governo vai gastar na descida do IRS e no apoio extraordinário aos pensionistas poderiam ser utilizados para reduzir o preço da gasolina e do gasóleo em 24 cêntimos por litro.

“Se nós pegássemos nestes 800 milhões de euros e disséssemos ‘não vamos dar dinheiro aos reformados e não vamos baixar o IRS’, nós poderíamos baixar a gasolina e o gasóleo em 24 cêntimos”, afirmou Castro Almeida numa entrevista à CNN Portugal .

As medidas do Governo para mitigar a subida do custo de vida Ler Mais O ministro explicou que o Governo optou por canalizar essa verba para a redução do IRS e o suplemento extraordinário destinado aos reformados com pensões mais baixas.

Para Castro Almeida, esta opção permite colocar diretamente o dinheiro nas mãos das famílias e deixar que sejam estas a decidir como o gastar.

“Pomos-lhe o dinheiro nas mãos ou deixamos pagar menos impostos e as pessoas vão escolher o que fazem com esses 800 milhões de euros” , insistiu o governante, sublinhando que a alternativa seria concentrar o mesmo montante na redução dos combustíveis.

Ainda assim, o ministro salientou que as medidas anunciadas esta quinta-feira à noite pelo primeiro-ministro “não vão resolver o problema”, mas antes “atenuar” .

“Vão diminuir o problema que tem uma dimensão enorme”, reconheceu.

Questionado sobre a ausência de novas medidas transversais dirigidas às empresas, defendeu que o Governo optou por concentrar os apoios nos setores em que os custos energéticos têm maior peso.

“O gasóleo agrícola é uma forma de proteger os agricultores e proteger depois os preços no supermercado” , explicou Castro Almeida, acrescentando que, no setor dos transportes, “o preço do gasóleo é absolutamente determinante nos seus custos de produção”.

Já os grandes consumidores industriais de energia dispõem de outras medidas de proteção, argumentou Castro Almeida, apontando o caso das empresas eletrointensivas e garantindo que foram tomadas medidas para evitar que os preços do gás levem algumas indústrias a parar a produção.

Salário de mil euros vai ‘poupar’ 12 euros/ano com novo IRS Ler Mais “Uma siderurgia , por exemplo, estava numa situação em que, com os preços do gás como estavam, havia muitas horas do dia em que era preferível desligarem a produção”, exemplificou.

O ministro rejeitou ainda a ideia de que o aumento dos preços esteja a gerar uma receita fiscal adicional para o Estado .

“Para a generalidade dos consumidores, há neutralidade fiscal.

Aquilo que pagam a mais no IVA, pagam a menos no ISP.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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