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Allianz sai de festival de Madrid após queixas de artistas por ligações a Israel

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Allianz sai de festival de Madrid após queixas de artistas por ligações a Israel

A empresa Allianz retirou-se como patrocinadora de um festival cultural de Madrid após mais de 30 artistas e escritores terem ameaçado boicotar a participação na programação por causa da ligação da seguradora a Israel.

"O Festival das Ideias e a Allianz acordaram suspender a sua colaboração de patrocínio" , anunciaram as duas partes num comunicado divulgado na terça-feira.

Horas antes, mais de 30 dos 100 participantes no Festival das Ideias, que arranca esta quinta-feira, 17 de setembro, e se prolonga até domingo, tinham ameaçado retirar-se do evento se se mantivesse o patrocínio da Allianz.

"O gigante alemão de seguros Allianz é atualmente o maior comprador mundial de obrigações do Estado israelita e, portanto, financiador fundamental do genocídio em curso" , defenderam os artistas e autores que ameaçaram com o boicote, num comunicado.

"A Allianz não pode alegar desconhecimento porque o seu nome figura no relatório de 2025 da relatora das Nações Unidas Francesca Albanese" sobre "a economia da ocupação e a economia do genocídio", por causa da compra de obrigações de Israel, num investimento "que se multiplicou por três desde então" , acrescentaram.

Os signatários deste comunicado apresentaram-se como um conjunto de pessoas com "diversidade de vozes", mas unidas "numa posição comum de solidariedade com o povo palestiniano e de rejeição a qualquer forma de cumplicidade cultural ou empresarial com a violação dos direitos humanos" .

A seguradora alemã era a principal patrocinadora do Festival das Ideias deste ano e a Allianz já tinha tido o mesmo papel em edições anteriores, como a de 2025.

Os organizadores do Festival das Ideias - a empresa cultural La Fabrica e o Circulo de Belas Artes de Madrid - sublinharam que este evento se tem afirmado como "espaço de reflexão e debate" e nas duas edições anteriores houve "posturas pró-palestinianas" e e/ou críticas de Israel.

Um desses momentos, lembraram os organizadores, citados pelo jornal El Pais, ocorreu no ano passado, na conferência inaugural do festival, que decorreu no "Palco Allianz" e esteve a cargo do escritor e ensaísta indiano Panjak Mishra, que se referiu então à situação no território palestiniano de Gaza e afirmou, a esse propósito, que o colonialismo não desapareceu.

"O festival continua com a sua programação e reafirma o seu compromisso com a manutenção de um espaço de reflexão fundamental para o fomento do pensamento crítico" , disseram os organizadores, no comunicado divulgado na terça-feira.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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