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A IA vai pôr a rede elétrica à prova. Portugal aguenta o que aí vem?

SAPO Lifestyle ·
A IA vai pôr a rede elétrica à prova. Portugal aguenta o que aí vem?

Portugal quer ganhar espaço na corrida europeia à IA, mas a ambição exige uma rede preparada para consumos crescentes. A Executive Digest ouviu a Ordem dos Engenheiros para perceber onde surgem pressões.

Portugal quer afirmar-se como um dos grandes polos europeus da Inteligência Artificial e dos centros de dados. A ambição traz investimento, tecnologia e capacidade computacional, mas também uma necessidade básica em quantidades gigantescas: eletricidade. E toda essa ambição depende de uma infraestrutura muito menos futurista: a rede elétrica.

A resposta da Ordem dos Engenheiros à ‘Executive Digest’ é, essencialmente, um “sim, mas”. Portugal não parte do zero e a rede prepara-se há vários anos para a transformação. Mas ninguém passa um cheque em branco ao futuro: tudo dependerá da velocidade a que crescerem os novos consumos e, sobretudo, da capacidade de executar a tempo os investimentos necessários.

“O desafio não é falta de visão, mas garantir que os investimentos necessários são concretizados em tempo”, alerta a Ordem.

Os exercícios de planeamento da REN e da E-Redes, explica, “vêm antecipando o crescimento da eletrificação dos consumos, da produção renovável, do autoconsumo e de novas cargas como centros de dados e a mobilidade elétrica”.

“Estamos perante uma adaptação profunda a uma nova realidade do sistema energético e, em particular, do sistema elétrico, mas não estamos, de todo, a começar do zero.”

É precisamente naquele “em tempo” que se encontra uma parte importante da resposta. Porque a corrida à Inteligência Artificial pode acelerar também a corrida para reforçar a infraestrutura que terá de a alimentar.

Na próxima década, não haverá um único novo consumo responsável pela pressão sobre a rede. A Ordem aponta para uma combinação de indústria, mobilidade elétrica, produção de combustíveis renováveis e centros de dados.

“A eletrificação de processos industriais, os eletrolisadores, a inteligência artificial e os centros de dados podem representar cargas muito concentradas e localizadas, exigindo respostas rápidas do planeamento e da infraestrutura de rede”, explica a Ordem.

Há, além disso, uma exigência particular associada aos centros de dados: não basta haver eletricidade suficiente no país. É necessário que exista capacidade disponível nos locais onde estes grandes consumidores pretendem instalar-se e com a fiabilidade exigida por infraestruturas que funcionam permanentemente.

“Os centros de dados, continuando a crescer ao ritmo atual, colocarão, porventura, uma grande pressão, não só ao nível da capacidade da rede, mas também da necessidade de energia verde 24/24h e também ao nível da fiabilidade da rede.”

A formulação é prudente — “porventura” — e importa preservá-la.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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