Património Cultural sem data para reabilitação de capela em Leiria
"Não existe ainda um cronograma definitivo de empreitada, uma vez que ainda não está encerrado o processo relativo ao projeto de reabilitação", referiu o instituto à agência Lusa, numa resposta escrita.
"O dano mais significativo correspondeu ao colapso parcial da cobertura da igreja, com elementos da estrutura de suporte em madeira partidos ou ausentes, deixando grande parte do interior diretamente exposto à intempérie", esclareceu na ocasião o Património Cultural, reconhecendo o risco para o património de "elevado valor histórico e artístico".
A empreitada para remoção e montagem do telhado tinha um prazo estimado de 35 dias.
Na resposta agora enviada à Lusa, o Património Cultural adiantou que o santuário depende da Diocese de Leiria-Fátima e que, em 16 de abril, celebrou um protocolo colaborativo, repartindo "responsabilidades de implementação da ação com a irmandade" do templo.
"Nesse quadro, foi executada uma intervenção de salvaguarda urgente da capela, a expensas do orçamento do instituto e com execução da irmandade, concluída em maio, que permitiu executar os trabalhos de remoção de destroços e resíduos provocados pela derrocada parcial da cobertura (…), substituição de telhas partidas numa das águas e cobertura da estrutura remanescente das águas destelhadas", entre outros trabalhos.
Após esta intervenção, o instituto, "em colaboração com a irmandade", está a desenvolver os trabalhos prévios de diagnóstico para "preparar o procedimento do projeto de reabilitação definitiva do imóvel".
Declarando-se "empenhado em colaborar com a diocese" na resolução deste "grave problema", o Património Cultural notou que o seu corpo técnico "tem estado sujeito a enorme pressão devido aos compromissos assumidos com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)", o que "impactou no tratamento do problema do Santuário da Encarnação".
Ultrapassada a "fase crítica", o instituto promete "as diligências necessárias" para, "tão rapidamente quanto possível", conferir "um impulso definitivo ao processo".
Entretanto, o Departamento do Património Cultural da diocese declarou estar "particularmente apreensivo com a demora no arranque das obras de reabilitação" do templo, "sobretudo pela dilatação do 'timing' que se está a verificar para o arranque dos trabalhos", sobretudo "quando se aproxima o inverno, continuando a igreja sem a necessária proteção ao nível da cobertura".
O diretor daquele departamento, Marco Daniel Duarte, disse que, "infelizmente, mercê de questões burocráticas relativas à empresa contratada pelo Património Cultural", as obras necessárias "não avançaram da maneira que se desejaria".
"Embora esta questão não signifique que não tenham já sido levados a cabo estudos preliminares para se encontrar a forma de iniciar os trabalhos no santuário, a igreja continua a céu aberto e com o património em risco", alertou Marco Daniel Duarte.
Segundo este responsável, após a última reunião, em que se percebeu "já existir levantamento de informação através de drone", o departamento aguarda instruções do Património Cultural.
"O presidente do Património Cultural prometeu que este projeto prosseguisse com o necessário apoio do Estado, mas o empenho desta
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