Deixava a IA gerir o seu património? No Reino Unido já acontece e é obra de dois portugueses
Chama-se Quartz, é uma plataforma de gestão de património que recorre à inteligência artificial, e já está disponível no Reino Unido, mas o objetivo é que também possa aterrar em Portugal.
Entrada no mercado nacional é difícil de prever devido aos desafios regulatórios.
E se em vez de os seus ativos estarem espalhados por várias aplicações e entidades, pudesses ter um gestor de património que agrega tudo e pode andar no seu bolso? Não só é possível, como já acontece no Reino Unido, depois de dois portugueses lançarem a Quartz , uma plataforma de gestão de património em que os utilizadores podem contar com o Charlie, um agente de IA, para os ajudar a manter os seus ativos em ordem.
A fintech com ADN português passou a disponibilizar a plataforma no Reino Unido, em setembro, com o objetivo de democratizar o acompanhamento patrimonial que, atualmente, ainda está fortemente ligado à banca tradicional e aos investidores com mais capital.
A proposta de valor da Quartz partiu de um problema relativamente comum: ter dinheiro distribuído por várias contas, produtos de poupança e plataformas de investimento, o que torna difícil perceber como está o património no seu conjunto.
Mas, afinal, o que torna o Charlie uma melhor opção do que um chatbot normal? A diferença, começou por explicar Mateus Mesquita Alves, cofundador e chief product officer (CPO) da Quartz, é que o Charlie trabalha “sobre as contas reais do cliente, com o seu consentimento, e não apenas sobre o que é escrito numa conversa”.
Enquanto um chatbot comum só sabe o que lhe dizem, o agente de IA da Quartz analisa, em conjunto, contas bancárias, plataformas de investimento, fundos de pensões e outros ativos que o utilizador escolha ligar à plataforma.
Além disso, sublinhou, é capaz de identificar eventos relevantes, alertar para alterações importantes e explicar o impacto dessas mudanças no património pessoal.
“Um utilizador que tenha um plano de pensões num fornecedor, uma conta de investimento numa corretora e poupanças num banco, quando vistas uma a uma [essas contas] parecem diversificadas.
Mas quando o Charlie as analisa em conjunto, pode afinal descobrir que estão muito concentradas nas mesmas grandes tecnológicas americanas”, exemplificou o CPO.
Numa aplicação isolada, estas conclusões não são visíveis e um chatbot só conseguiria lá chegar se o utilizador soubesse exatamente o que perguntar e se introduzisse todos os dados manualmente.
Para quando a entrada no mercado português? A plataforma foi lançada primeiro no Reino Unido porque é um dos maiores mercados europeus de gestão de património , esclareceu André Silva, CEO da Quartz, mas também porque é lá que já existe a infraestrutura regulatória e tecnológica necessária para que a fintech possa operar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.