Turismo. Nova Iorque vai proibir as carruagens de cavalos. PAN tem insistido na regulação. Em Bruxelas, passaram a ser elétricas
Nova Iorque vai proibir as carruagens de cavalos a partir de junho de 2028, com votação a 22 de outubro, apesar da oposição do sindicato dos cocheiros.
Em Portugal, o PAN e a Provedora do Animal têm pedido regras ou a proibição no turismo urbano, sem avanços concretos.
Bruxelas já baniu a atividade e trocou… Em Nova Iorque, o presidente da câmara, Zohran Mamdani, e a presidente do Conselho Municipal, Julie Menin, chegaram a acordo para abolir a indústria das carruagens de cavalos, que ficará proibida a partir de junho de 2028.
Menin já tinha anunciado o seu apoio ao projeto em julho e marcou a votação no plenário para 22 de outubro; o diploma, apresentado pelo conselheiro Christopher Marte, tem o apoio formal de mais de metade dos 51 conselheiros, pelo que o caminho para a aprovação está praticamente livre.
Mamdani defendia a proibição em princípio, mas recusava apoiar o projeto por não proteger o suficiente os cocheiros; segundo o Politico acabou por aderir porque a versão final inclui um programa de transição profissional, com aconselhamento e encaminhamento para empregos na MTA, na Autoridade Portuária, em empresas de autocarros turísticos e em operadores de bicitáxis, um plano de transição a apresentar até abril de 2027 e um grupo de trabalho convocado por Menin para resolver problemas durante a fase de extinção.
A proposta obriga ainda a cidade a “considerar” compensar os proprietários pelo valor dos negócios, cavalos, equipamento e licenças, mas sem impor a sua criação nem fixar qualquer verba, e proíbe vender os animais para abate, revenda com esse fim ou outra atividade de carruagens, devendo os donos certificá-lo até 1 de março de 2027.
O sindicato TWU, que representa os cocheiros e defendia uma alternativa que mantinha a indústria com mais regras de segurança, reagiu com dureza.
O presidente internacional, John Samuelsen, falou em “oportunismo político” e criticou a falta de alívio económico para quem gastou centenas de milhares de dólares em licenças, enquanto a porta-voz de Mamdani garantiu que a administração procura uma “transição justa” e os defensores da proibição saudaram o acordo.
O projeto ganhou força no verão, depois da morte de Romanch Mahajan, um turista indiano de 18 anos que saltou de uma carruagem para tentar salvar a mãe, projetada quando o cavalo disparou em galope, e que é considerado o primeiro humano morto num acidente destes em tempos modernos; a lei passou a chamar-se «Romanch’s Law».
As tentativas anteriores, de Melissa Mark-Viverito em 2010, de Bill de Blasio (que prometeu e não cumpriu) e de Eric Adams em 2025, falharam sempre, em grande parte por pressão sindical.
Depois do despedimento a reconversão.
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