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Hiperescaladores mais do que quadruplicam peso no mercado das obrigações em quatro anos

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Hiperescaladores mais do que quadruplicam peso no mercado das obrigações em quatro anos

O peso da emissão de dívida (através de obrigações) para financiamento de projetos ligados à inteligência artificial (IA) no mercado mais do que quadruplicou nos últimos quatro anos, passando de 2% do total de emissões de grau de investimento em dólares, em 2024, para uma projeção de 9% este ano.

O JP Morgan estima que os hiperescaladores, que promovem centros de dados de grande dimensão, um lote onde se inclui cotadas em bolsa como a Alphabet, que detém o Google, a Meta, Amazon, Oracle, Microsoft, possam emitir 300 mil milhões de dólares (257,2 mil milhões de euros) em títulos de grau de investimento em 2027.

O estratega global de mercados do banco norte-americano, Jorn Veeneman, considera que a emissão de obrigações por parte das hiperescaladoras é um dos temas “mais importantes” ao nível das obrigações com grau de investimento.

“A expansão da inteligência artificial tornou-se o ciclo de investimento com maior intensidade de capital desde o boom das telecomunicações na viragem do século.

A primeira fase foi amplamente financiada pelo fluxo de caixa operacional dos hiperescaladores, mas a escala de despesas exige agora uma combinação mais ampla de fontes de financiamento.

Estima-se que o investimento cumulativo relacionado com a IA atinja os 5,5 biliões de dólares (4,7 biliões de euros) até 2030, à medida que as empresas constroem modelos de IA e a infraestrutura que os suporta, incluindo centros de dados, semicondutores, energia e serviços públicos”, refere, numa nota de 20 de agosto.

A expetativa é que o fluxo de caixa operacional dos hiperescaladores e a emissão geral de ações “cubram apenas” cerca de um quarto deste investimento.

“Os títulos de grau de investimento, os títulos de alto rendimento ( high yield em inglês), os empréstimos alavancados, a titularização e os mercados privados, como as infraestruturas, o imobiliário e o crédito privado, desempenharão um papel importante”, antecipa.

“Prevê-se que os títulos com grau de investimento sejam a maior fonte de capital externo, representando 2,1 biliões de dólares (1,8 biliões de euros), com outros 700 mil milhões de dólares (600,1 mil milhões de euros) provenientes de títulos de alto rendimento, empréstimos alavancados e titularização”, perspetiva.

Referindo-se à emissão de dívida de hiperescaladores, Jorn Veeneman “não espera” que esta nova onda de oferta “desestabilize” o mercado, mas considera que “está certamente” a remodelá-lo.

“Ao mesmo tempo, a dívida de hiperescaladores oferece aos investidores uma forma mais defensiva de aceder ao tema do investimento em IA”, adiantou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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