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Troca de ataques aéreos entre Ucrânia e Rússia faz quatro mortos

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Troca de ataques aéreos entre Ucrânia e Rússia faz quatro mortos

"O inimigo voltou a atacar alvos civis na região", declarou o governador de Krasnodar, no extremo sudoeste da Rússia, nas redes sociais.

Veniamin Kondratiev acrescentou que, "infelizmente, duas pessoas perderam a vida", enquanto outras duas ficaram feridas.

O governador disse que "os restos de um drone caíram no terreno da estação ferroviária de Afipskaya", danificaram "pelo menos dez casas particulares" na cidade, e provocaram um incêndio nas instalações de uma refinaria de petróleo.

Do outro lado do mar de Azov, na região de Zaporijia, no extremo leste da Ucrânia, pelo menos duas pessoas morreram após um "ataque hostil" na cidade com o mesmo nome.

"Uma bomba guiada russa atingiu o centro regional. Segundo informações preliminares, morreram duas pessoas", afirmou o governador de Zaporijia, Ivan Fedorov, nas redes sociais, sem especificar se houve feridos.

A troca de ataques aconteceu um dia depois da coligação da boa vontade para a Ucrânia, composta maioritariamente por países europeus, se ter comprometido com o reforço urgente das defesas aéreas de Kyiv, numa reunião que coincide com a celebração do 35.º aniversário da independência ucraniana.

Os países aliados de Kyiv "expressaram a sua determinação em aumentar o apoio militar à Ucrânia, reforçar urgentemente as suas defesas aéreas, intensificar a cooperação com a sua indústria de defesa e partilhar tecnologias relevantes, incluindo através da Coligação de Mísseis Antibalísticos", segundo um comunicado conjunto dos governos da Alemanha, do Reino Unido e da França, que coorganizaram o encontro.

Entre os presentes na reunião realizada na capital ucraniana estiveram o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, tendo o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, participado por videoconferência.

O chefe da diplomacia de Lisboa, Paulo Rangel, também participou remotamente e observou na rede social X que o encontro “reforça o apoio a nível da defesa aérea, da preparação para o inverno (a nível militar, humanitário e energético) e os próximos passos da pressão económica sobre a Rússia”.

Os países da coligação reafirmaram igualmente disponibilidade para contribuir para uma força multinacional a ser mobilizada em solo ucraniano assim que um acordo de paz for alcançado com Moscovo, para dissuadir a Rússia de novas agressões militares.

A reunião foi realizada no dia em que a Ucrânia assinalou o 35.º aniversário da sua independência e separação do antigo bloco soviético, numa fase em que a Rússia tem vindo a intensificar os seus ataques aéreos, explorando a escassez de recursos antiaéreos de Kyiv.

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