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Economia

Trump rejeita ligação a problemas de Kiev com rede de satélites Starlink

Jornal Económico ·
Trump rejeita ligação a problemas de Kiev com rede de satélites Starlink

epa13255789 United States President Donald Trump speaks during the General Debate of the 81st session of the United Nations (UN) General Assembly at the United Nations Headquarters in New York, New York, USA, 22 September 2026. EPA/MICK TSIKAS AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT Jornal Económico com Lusa 16 Outubro 2026, 22h43

O Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou hoje responsabilidade pelos problemas que a Ucrânia enfrenta no acesso ao Starshield, aplicação militar do sistema de satélites Starlink, após Kiev queixar-se de lentidão no fluxo de dados.

“Não sei se alguém tem culpa. Mas não fui eu”, garantiu Trump à imprensa antes de partir para um comício de campanha.

O Presidente ilibou ainda o proprietário da Starlink, o magnata Elon Musk, que controla a Starlink. “Também não creio que tenha sido o Elon”, disse Trump sobre o aliado e financiador de campanhas.

Após dias de problemas de acesso, o Presidente da Ucrânia esclareceu hoje que o sistema de Internet via satélite Starlink ainda não foi completamente restabelecido.

Em conferência de imprensa após ter participado na cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, Volodymyr Zelensky afirmou que, para a Ucrânia conseguir utilizar o sistema Starlink, é necessário que esteja a funcionar a “determinadas velocidades”.

“Às vezes, pensa-se que a Ucrânia só está a usar o Starlink para ataques de longo alcance contra a Rússia, mas não é o caso”, observou, referindo que o Starlink não permite à Ucrânia atacar alvos na Rússia, apesar de já ter pedido à Casa Branca (presidência norte-americana) e à empresa SpaceX, do empresário Elon Musk, para que o autorizassem.

“Por isso é que [as restrições] do Starlink foram uma surpresa perigosa e desagradável. Estávamos a usar o Starlink para abater drones Shahed que estão a atacar os nossos civis, infraestruturas e a matar as nossas famílias”, referiu.

Zelensky salientou que, para conseguir abatê-los, a Ucrânia estava a usar os seus próprios drones intercetores que só se conseguem mover a “alta velocidade” através do sistema Starlink.

“O Starlink não foi desligado, mas os seus limites de velocidade foram reduzidos e, quando se reduziram esses limites, deixámos de ser capazes de abater alguns drones Shahed. Por isso, já não podíamos utilizar as nossas próprias ferramentas para proteger a nossa população”, lamentou.

E deu um exemplo: “Os Shahed deslocam-se a velocidades superiores a 400 quilómetros por hora, mas reduziram a nossa velocidade para 70”.

O Presidente ucraniano referiu ainda que, para as populações que se encontram perto da linha da frente, o Governo enviava “alimentos e água” através de drones que também só funcionavam através do Starlink.

Com os bloqueios, “o que é que aconteceu? Ficámos sem capacidades logísticas e de proteger a nossa população”, criticou, insistindo que o bloqueio do sistema foi “muito doloroso e desagradável”.

“Os nossos parceiros disseram-me que houve sinais da Casa Branca de que iriam restabelecer as capacidades. Restabeleceram os limites de velocidade que estavam em vigor? Não. Mas o sistema está a ser reposto? Sim”, afirmou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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