"Nuno Borges e Jaime Faria podem ganhar hoje em Cincinnati"
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Pela primeira vez na história, Portugal tem dois tenistas nos oitavos de final de um Masters 1000, Nuno Borges e Jaime Faria. Temos conosco o presidente da Federação Portuguesa de Ténis, João Paulo Santos. Como é que vê este feito histórico para Portugal?
Isto deve-se, sobretudo, a todo um trabalho que está a ser feito no CAR, o Centro de Alto Rendimento. E os jogadores têm realmente evoluído bastante bem. O facto do Nuno e do Jaime terem atingido estes patamares deve-se exatamente pelo trabalho todo que é feito no CAR, junto do Nuno Machado e dos treinadores que lá estão. Isso para nós é realmente importante, porque como sabe, isso potencia também o número de miúdos que vão querer jogar ténis. Isso aconteceu um bocado no passado com o Courtney, quando atingiram aqueles patamares elevados, houve uma corrida dos miúdos para começarem a praticar o desporto. No ténis acontece exatamente a mesma coisa, embora o ténis tenha vindo a crescer de uma forma consistente. Neste momento, estimamos que existam 300 mil pessoas a jogarem ténis em Portugal, uns de uma forma regular e outros de uma forma mais lúdica. E estes feitos destes nossos jogadores realmente potenciam a modalidade em si.
Hoje, ambos os portugueses vão jogar, Nuno Borges contra Brandon Nakashima. Tanto no jogo de Borges como no jogo de Jaime Faria, que vai jogar também com o Musetti, nunca se defrontaram com estes jogadores. O que prevê para os jogos de hoje?
Da forma como os nossos jogadores estão a jogar e com a motivação que transportam dessas vitórias realmente importantes, eu penso que podem perfeitamente qualquer dos dois ganhar hoje. Realmente são jogadores muito conceituados, quer o Nakashima, quer o Musetti, mas neste momento, qualquer dos dois jogadores portugueses atravessam um bom momento e no ténis não ganham sempre os que estão melhores ranqueados. E por isso eu estou convicto e convencido que podemos continuar com este brilharete que têm sido essas vitórias de grande monta.
E Nuno Borges teve um arranque de época um pouco mais fraco, mas deu uma reviravolta desde o início da época em relva e agora tem estado com grandes vitórias no piso rápido. Acha que esta pode superar a melhor época de Nuno Borges?
Pode, perfeitamente. Aliás, nós depois vamos ter já de seguida o US Open, que também é em piso rápido, e penso que estes desempenhos que eles têm tido aqui em Cincinnati, e não só em Cincinnati, noutros torneios anteriores, eu penso que isso potencia a possibilidade de poderem ultrapassar os rankings que atingiram. O Nuno Borges foi 30 do mundo e o Jaime Faria vai com certeza ficar entre os 50 primeiros do mundo.
Esta já é a melhor época e o melhor ranking de sempre, neste caso, para Jaime Faria. Na semana passada foi anunciado que ambos estarão na equipa para a fase de apuramento da Taça Davis. Com a época ainda a decorrer, acha que pode ter algum efeito na equipa em setembro?
Vamos lá ver. A Taça Davis é uma competição completamente diferente de qualquer outro torneio.
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