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As infraestruturas da Rússia estão a ser arrasadas pela Ucrânia. Agora Putin tem uma ideia diferente

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As infraestruturas da Rússia estão a ser arrasadas pela Ucrânia. Agora Putin tem uma ideia diferente

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que concede ao governo poderes para assumir temporariamente o controlo de “infraestruturas críticas” em todo o país, caso os proprietários privados não as consigam proteger dos crescentes ataques ucranianos.

A nova medida surge numa altura em que Moscovo e Kiev intensificam as suas campanhas aéreas, com os ataques ucranianos em território russo a provocar escassez de combustível e a aproximar a guerra da vida dos russos comuns.

Kiev intensificou os ataques nos últimos dias contra centros de distribuição da Ozon na Rússia – concorrente da gigante do comércio eletrónico Wildberries, frequentemente alvo de ataques – numa tentativa de minar a economia russa, impulsionada pela guerra. O decreto, que entrou em vigor na segunda-feira, refere que as novas medidas estão a ser introduzidas “em resultado das crescentes ameaças à segurança das instalações de infraestruturas críticas da Federação Russa”.

De acordo com o decreto, a medida abrange vários setores, incluindo infraestruturas de combustíveis e energia, comunicações, transportes e logística, entre outros.

Caso os proprietários não tomem medidas suficientes para garantir a “segurança” destas instalações ou restabelecer o seu funcionamento com a rapidez suficiente após os ataques, o governo poderá decidir implementar a “administração temporária”, refere o decreto. Isto concede, efetivamente, ao Estado russo o controlo da propriedade, dos direitos de propriedade e das ações do proprietário.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou esta terça-feira: “Com bastante frequência, os proprietários de empresas não prestam a devida atenção às medidas de segurança, especialmente contra os drones”.

Referiu ainda o apoio das nações ocidentais a Kiev como mais uma razão pela qual Moscovo “deve tomar medidas” para, como o próprio disse, “garantir a nossa própria segurança”.

Questionado sobre que empresas poderiam ser abrangidas pela medida, Peskov disse aos jornalistas que a situação seria “analisada sobretudo pelo governo, pelas agências competentes”.

“Nos casos em que não estejam a ser tomadas medidas de segurança em áreas críticas, serão apresentadas propostas correspondentes”, acrescentou.

Entretanto, a Rússia tem intensificado os ataques com mísseis de alta velocidade contra a Ucrânia, explorando a escassez de intercetores de defesa aérea Patriot, de fabrico norte-americano, essenciais para o país abater mísseis balísticos. Esta escassez foi agravada pela crise global de abastecimentos em plena guerra com o Irão.

A Rússia lançou dois mísseis e 150 drones contra a Ucrânia durante a madrugada de terça-feira, tendo sido abatidos 124 drones, segundo a Força Aérea Ucraniana.

No meio da escassez de intercetores, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev recebeu um "pequeno número de mísseis Patriot", informou a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform na terça-feira.

"Não vou dizer qual o país que os forneceu – também recebemos um pequeno número de mísseis Patriot. Não posso dizer quantos, mas foram poucos. Precisamos de mais", disse Zelensky numa reunião com o seu homólogo estónio, segundo a Ukrinform.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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