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Rússia acusa candidatos franceses de usar "ameaça russa" em campanha

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Rússia acusa candidatos franceses de usar "ameaça russa" em campanha

U ma série de operações de desestabilização atribuídas a organizações pró-Rússia tiveram como alvo vários candidatos presidenciais nos últimos meses, segundo Paris, embora pareçam ter tido pouco impacto em termos de partilha nas redes sociais.

A Rússia "rejeita firmemente essas alegações infundadas e desprovidas de provas", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.

"Tais acusações não nos surpreendem nada: observamos que, para muitos candidatos, a corrida presidencial envolve, como um elemento do 'programa obrigatório', emitir declarações contundentes sobre o combate à 'ameaça russa' e o apoio ao regime de Kiev", prosseguiu a porta-voz.

A Viginum, agência responsável pelo combate à ingerência estrangeira digital em França, comunicou na semana passada a existência de novas operações ligadas a redes pró-russas tendo como alvo o candidato presidencial e ex-primeiro-ministro Gabriel Attal.

No total, desde o início de agosto, pelo menos quatro operações de desinformação visaram este candidato do partido Renascimento, que já apresentou queixa judicial.

Estas campanhas de desinformação são atribuídas ao 'modus operandi' pró-Rússia conhecido como Matriochka, ativo desde 2023, que assenta na publicação de conteúdos falsos disseminados e amplificados de forma coordenada nas redes sociais.

Outros candidatos presidenciais franceses foram igualmente visados, como Raphaël Glucksmann e outro ex-primeiro-ministro, Édouard Philippe.

Os três demonstraram apoio à Ucrânia perante a ofensiva russa de grande escala lançada em fevereiro de 2022, tal como a maioria das figuras políticas francesas.

Segundo o portal digital de referência francófono sobre assuntos europeus touteleurope.eu, a alguns meses das eleições presidenciais de 2027 em França, sete candidatos vão reunir-se a 27 de agosto (quinta-feira) para o seu primeiro grande debate televisivo.

São eles: Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI, na sigla em francês); Marine Le Pen, presidente do grupo parlamentar do partido de extrema-direita União Nacional (RN) na Assembleia Nacional; Bruno Retailleau, presidente do partido Os Republicanos (LR); Gabriel Attal, secretário-geral do partido Renascimento; Marine Tondelier, secretária nacional dos Ecologistas; Édouard Philippe, presidente do Horizons; e Raphaël Glucksmann, copresidente do Place Publique.

Agendado para as 16:45 (15:45 de Lisboa) e organizado pela Medef (Confederação Empresarial Francesa), no âmbito do Encontro de Empresários Franceses (REF) de 2026, no famoso 'court' central Philippe-Chatrier de Roland-Garros, o debate será transmitido em direto e em exclusivo pela LCI.

Os internautas poderão também acompanhar o evento na TF1 Info, na plataforma digital YouTube e na rede social X.

Como é habitual, os principais temas (economia, bem-estar social, ambiente, tecnologia digital, migrações, etc.) estarão no centro do debate, sem esquecer o papel da Europa, numa altura em que os equilíbrios geopolíticos globais estão a ser abalados.

Na vertente económica, espera-se que os vários candidatos participantes respondam aos contributos de 66.000 líderes empresariais,

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