Omnicom prevê eliminar 15 mil postos de trabalho até ao final do ano
O grupo de comunicação Omnicom prevê eliminar cerca de 15 mil postos de trabalho até ao final do ano.
A multinacional pretende encerrar 2026 com aproximadamente 105 mil trabalhadores , uma quebra face aos 120 mil registados no final de 2025.
“ Trata-se, obviamente, de uma estimativa aproximada, mas acreditamos que é uma boa previsão daquilo que seremos capazes de alcançar até ao final de 2026 “, afirmou Phil Angelastro, chief financial officer (CFO) do grupo, na conferência “Goldman Sachs Communacopia + Technology”, realizada a 10 de setembro.
A notícia, avançada pelos meios internacionais, foi confirmada pelo +M após acesso ao áudio do evento.
Omnicom fecha 2025 com prejuízo de 54,5 milhões de dólares “ Além das reduções de pessoal decorrentes de sinergias — geradas, sobretudo, pela eliminação de custos corporativos e de gestão regional duplicada –, este número inclui outras oportunidades de outsourcing e offshoring .
Há também uma parcela relacionada aos desinvestimentos que temos vindo a fazer .
Ainda não estão concluídos, mas com bastante progresso nessa área”, detalhou o responsável.
Phil Angelastro sublinhou ainda que estas alterações tiveram “muito pouco impacto nos colaboradores que lidam diretamente com os clientes” , exceto em casos pontuais de ganhos ou perdas de contas.
O +M questionou a Omnicom Media Portugal sobre o número concreto de despedimentos associados a esta meta — quer globalmente e em Portugal –, tendo a empresa optado por não comentar .
A meta de cerca de 105 mil trabalhadores já tinha sido referida no ano passado por John Wren, CEO da Omnicom, ao portal Campaign , embora sem prazos definidos.
Na altura, noticiou-se que os analistas da americana Moffett Nathanson previam que as reduções ocorressem já em 2026, enquanto o banco de investimento Barclays apontava para 2027.
Fruto da sua fusão com a IPG , no final do ano passado, a Omnicom avançou que ia demitir mais de 4 mil funcionários ainda em 2025 , principalmente em funções administrativas, mas incluindo igualmente alguns cargos de liderança.
No final de 2024, os dois grupos totalizavam 128 mil colaboradores .
Nos primeiros seis meses de 2026 o grupo contabilizou 51,1 milhões de dólares em custos de indemnizações e reposicionamento, onde se incluem sobretudo rescisões, sem revelar números de trabalhadores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.