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De Afonso de Albuquerque aos houthis, o ‘game changer’, sempre foi o Mar Vermelho!

Diário de Notícias ·

"Rebenta a bolha” – a 11 de setembro de 2026, os houthis passaram a dominar toda a costa ocidental do Iémen, o Mar Vermelho, desde Midi a Bab el-Mandeb, cerca de 600km, a mesma distância por terra, entre Caminha e Sagres! “Um Portugal”, portanto, sendo a conquista do 11 de Setembro passado, a mesma do Terribil Afonso de Albuquerque, em 1507, Bab el-Mandeb, a “garganta de terra que aperta o mar e estabelece as portadas” para o Mar Vermelho.

Quem dominar esta portada, domina o Canal do Suez, anulando-o, pois bloqueia-lhe o acesso/saída.

Ou seja, agora vai! Os houthis, uma milícia xiita, apoiada pelo Irão, domina agora um vasto território no “Iémen útil”, a “esquina entre o Mar Vermelho e o Mar Arábico”.

Dominar Bab el-Mandeb, é dominar o “outro estreito”, que rapidamente passará a abrir noticiários em todo o mundo, enquanto foco principal.

Num “resumo útil” sobre as ambições houthis, dizer que solo houthi tem bandeira Ansar Allah, “Partidários de Deus”, o nome que dão às “Terras do seu Islão”.

Não descartar, para breve, portanto, o surgimento da versão século XXI, do “Iémen do Norte do século XX”, um “Califado do Norte”, versão xiita e com obediência religiosa a Qom, “a Fátima de Teerão”! Outro ponto forte, deste joker , com que Trump não contava, ignorância que vem de 2018, quando decorreu a Batalha por Hudaydah, cidade portuária, que garantiu aos houthis uma ligação ao mundo, e um reabastecer de celeiros e paióis, que a todo porto de mar, equivale uma auto-estrada, uma central de frio, refinaria e todos os serviços de manutenção e sobrevivência.

Nesse sentido, Hudaydah, pela importância, para a “barriga do futuro califado”, poderá ser considerado, no actual contexto, um primeiro ponto fraco, pois também depende dos aprovisionamentos, que podem não vir.

Hudaydah, estratégica na cavalgada houthi sobre Bab el-Mandeb, passou agora a ponto tático, já que sacrificável, desde que o domínio dos mares e do estreito a Sul, se mantenham sob domínio da milícia xiita.

Não há aqui ciência nenhuma: as contas sobre o impacto do encalhamento do Ever Given , em Março de 2021, no Canal do Suez, foram feitas, e os números transformaram-se em evidências sobre as dependências do Mediterrâneo, de uma cadeia de sucessivos estrangulamentos, desde a China até Algeciras/Tânger.

Do Estreito de Malaca, ao Suez, os houthis controlam agora, o que interessa, o mesmo que interessou a Afonso de Albuquerque, no século XVI, a última braçada no acesso à “babel do consumo”.

É este o “mudador de jogo”, que já está a puxar a NATO para a dança, que americanos já contam com a ajuda da Royal Air Force britânica, na reposta do fim-de-semana.

Escreve de acordo com a antiga ortografia

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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