Exército israelita reclama eliminação de 3 paramilitares em Gaza
As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje a eliminação de três "agentes militares" palestinianos em Gaza, enquanto as autoridades locais, controladas pelo movimento Hamas, deram conta de sete vítimas mortais em ataques israelitas.
Segundo a Proteção Civil de Gaza e fontes hospitalares anónimas citadas pela AFP, duas pessoas morreram num ataque de drone contra um carro, e outra num ataque de drone contra uma tenda num acampamento de deslocados.
As FDI declararam à AFP que as três pessoas alvo dos ataques eram "agentes militares de organizações terroristas".
O movimento islamita Hamas é considerado terrorista por Israel, União Europeia, Estados Unidos e múltiplos países.
As fontes da Proteção Civil, controlada pelo Hamas, deram conta de mais duas vítimas mortais num bombardeamento na cidade de Gaza, outra por disparos a sudeste de Deir al-Balah (centro de Gaza) e uma sétima na cidade de Gaza, responsabilizando Israel por todos os ataques.
Contactado pela AFP, o exército israelita informou que estava a verificar as informações sobre estas quatro vítimas.
O Hamas negou hoje acusações israelitas de que usa os hospitais de Gaza para fins militares, após as IDF terem afirmado na quarta-feira que os militantes palestinianos tinham "lançado ataques a partir do interior do hospital" Kamal Adwan, no norte do território.
O ataque sem precedentes do Hamas, a 07 de outubro de 2023, marcou o dia mais mortífero da história de Israel, com a morte de 1.221 pessoas.
A ofensiva israelita de retaliação provocou a morte de mais de 74.200 pessoas na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território palestiniano --- sob a autoridade do Hamas e que não distingue entre vítimas civis e combatentes.
Apesar de declarado um cessar-fogo, em outubro passado, os ataques mantêm-se.
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