O verdadeiro teste do PRR começa agora
Portugal conseguiu executar o PRR dentro do prazo.
É uma boa notícia e deve ser reconhecida.
Foram cerca de 22 mil milhões de euros investidos num período muito curto, envolvendo empresas, autarquias e serviços públicos.
Mas, terminado este capítulo, fica a questão de percebermos o que é que este investimento deixou no país.
E a resposta vai permitir perceber se o PRR foi apenas bem executado ou se foi, de facto, um bom investimento.
Durante estes anos habituámo-nos a acompanhar o programa através do dinheiro aprovado, das candidaturas, das obras concluídas e das metas cumpridas.
Era normal, face aos prazos apertados e ao risco de perder os fundos.
Mas estes números dizem-nos sobretudo se fizemos aquilo que estava previsto, e acabam por dizer-nos muito menos sobre aquilo que mudou na vida das pessoas e na economia.
A habitação é um bom exemplo.
Podemos contar quantas casas foram construídas ou recuperadas, mas o mais importante é perceber quantas famílias passaram a ter uma casa adequada e se o tempo de espera diminuiu.
Na Administração Pública acontece o mesmo.
Saber quantos serviços passaram para o digital é útil, mas interessa sobretudo saber se um cidadão ou uma empresa consegue agora tratar do mesmo assunto mais depressa, com menos passos e menos custos.
Nas empresas, esta avaliação é ainda mais importante.
Houve muito investimento em inovação, tecnologia e apoio ao crescimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.