Ucrânia: MNE da UE reúnem-se hoje para aprovar maior pacote de sanções de sempre à Rússia
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje 12 de outubro no Luxemburgo para aprovar o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia, que visará cerca 1.600 indivíduos e entidades, e uma nova missão no Líbano.
A reunião vai começar às 10:00 locais (09:00 de Lisboa) e tem três pontos na ordem de trabalhos: a guerra na Ucrânia, a situação no Médio Oriente e as oportunidades a nível de segurança e Defesa criadas pela potencial adesão de novos países à UE.
No que se refere à Ucrânia, é expectável que os ministros aprovem o “maior pacote” de sempre de sanções contra a Rússia, que tinha sido anunciado pela chefe da diplomacia do bloco europeu, Kaja Kallas, em setembro.
Segundo uma fonte europeia, este pacote de sanções vai visar cerca de 1.600 indivíduos e entidades do complexo militar e industrial russo, estando prevista igualmente a aprovação de outro pacote de sanções relacionado com a realização de eleições legislativas, em setembro, nos territórios ocupados na Ucrânia.
Nesta vertente das sanções, os ministros deverão também ponderar se avançam com restrições a vistos para cidadãos russos, numa altura em que cada vez mais países têm denunciado ataques híbridos da Rússia em solo europeu.
O objetivo “é reduzir a possibilidade de haver russos a operar no nosso território”, explicou um alto responsável europeu, depois de, em setembro, numa reunião informal na Irlanda, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança ter indicado que havia um “apoio amplo” entre os ministros para restringir os vistos turísticos para cidadãos russos.
A discussão sobre a guerra na Ucrânia vai também contar com a participação do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, como já é habitual, e os governantes deverão voltar a ouvir apelos para que reforcem o seu apoio a Kiev não só a nível financeiro, mas sobretudo de meios de defesa aérea.
Será igualmente debatida a possibilidade de um cessar-fogo no mar Negro, numa altura em que Kiev indicou que tem recebido propostas da Índia, Turquia, Egito e Estados Unidos nesse sentido.
No que se refere à discussão sobre o Médio Oriente, os ministros deverão dar uma aprovação final à criação de uma missão no Líbano, num contexto em que se prevê que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) expire em dezembro.
Kaja Kallas já salientou que o intuito desta nova missão – apoiada por Portugal e que deverá ir para o terreno antes do final do ano – não é substituir a FINUL, que visa assegurar a manutenção da paz no país, mas antes “reforçar as Forças Armadas libanesas e a capacidade do Estado libanês de garantir a segurança em todo o seu território”.
Segundo uma fonte europeia, esta missão poderá envolver até cerca de 1.500 elementos.
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