Como planear as cidades do futuro?
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sejam bem-vindos! Começa aqui mais um episódio de "Portugal em Obras". Este podcast é uma parceria entre o Observador e a APPC, a Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores. Ao longo desta série, debatemos os grandes projetos de investimento que o Estado tem em carteira, a qualidade da construção em Portugal ou, por exemplo, também a resistência sísmica das nossas vilas e cidades. Hoje falamos precisamente das cidades, de como são desenhadas e de questões fundamentais como a habitação ou os desafios climáticos. E vamos fazê-lo com Manuel Salgado, arquiteto e urbanista, dirigiu o gabinete Risco, participou no desenvolvimento de alguns dos mais relevantes projetos do país, como o Centro Cultural de Belém ou espaços públicos da Expo 98. Foi também vereador de Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa. E Vítor Campos, arquiteto, especialista em urbanismo, investigador do LNEC. Foi, entre outras funções, muitas funções, diretor-geral de Ordenamento do Território e diretor de Inovação e Desenvolvimento da Parquespo. Eu sou o Paulo Ferreira, começo por dar as boas-vindas a ambos. É um gosto tê-los aqui. Obrigado pela disponibilidade. Sabemos que isto era uma conversa que daria pano para mangas para muito tempo, mas Manuel Salgado barrisco a questão sobre o desenho das cidades hoje. Os atuais instrumentos que nós temos, os PDM, os Planos de Pormenor, ainda funcionam? São os instrumentos ideais?
São instrumentos que funcionam. Não funcionam propriamente para desenhar. Os Planos de Pormenor desenham as cidades, mas funcionam para definir aquilo que são os elementos fundamentais da estrutura urbana e que dão a forma à cidade. Por exemplo, para definir corredores ecológicos, corredores verdes, as grandes infraestruturas, as áreas que têm que ser preservadas e salvaguardadas, o património histórico a defender. Desse aspecto, tem uma função fundamental no desenho das cidades.
Portanto, se há um problema no desenho das cidades, não está nos instrumentos, mas eventualmente na forma como os utilizamos, não?
Na forma que os utilizamos e talvez com um aspecto que eu penso que é muito relevante, que é a aceleração rapidíssima que as transformações dos territórios têm tido, por razões económicas, políticas, sociais, mas principalmente económicas, geoestratégicas, nomeadamente os efeitos da globalização, que têm acelerado essa transformação e que obrigam a que estes instrumentos de planeamento ou de ordenamento do território sejam cada vez mais suscetíveis de adaptabilidade. Caso contrário, eles são rapidamente ultrapassados e ficam ineficazes.
Vítor Campos, quem decide hoje, de facto, a forma da cidade? São os planos? É o mercado? Oferta e procura? No fundo, as pessoas? São os políticos? São as câmaras?
Eu talvez começasse por dizer que as cidades são, e sempre foram, uma construção coletiva, complexa e continuada no tempo. Portanto, isso é uma constante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.