Seguro lamenta morte de militares em "gesto altruísta" na A1: "Dor"
O Presidente da República, António José Seguro, lamentou a morte dos dois militares atropelados na Autoestrada N.º1 (A1), na zona de Cantanhede, e enviou às "famílias, amigos e camaradas as mais sentidas condolências".
"É com profundo pesar e consternação que o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas lamenta o falecimento dos dois militares do Exército que hoje pela manhã perderam a vida na A1, na zona de Cantanhede", lê-se numa nota partilhada no site da Presidência da República .
"De regresso a casa, após terem estado empenhados durante uma semana na montagem de uma ponte militar na região de São Pedro do Sul, os militares demonstraram, uma vez mais, os mais nobres valores de serviço, coragem e solidariedade ao prestarem auxílio, de forma voluntária, a uma viatura que se encontrava em dificuldades", acrescenta a nota, destacando que "foi no cumprimento desse gesto altruísta e desinteressado que ocorreu a tragédia que lhes ceifou a vida".
O Presidente da República fez questão de, "neste momento de imensa dor", prestar homenagem à memória dos militares e ao "exemplo de dedicação ao próximo que deixaram, apresentando às suas famílias, amigos e camaradas as mais sentidas condolências".
"Que o seu espírito de serviço e sacrifício permaneça como exemplo para todos", concluiu.
Dois militares, de 21 e 22 anos, morreram após serem atropelados junto ao acesso à Área de Serviço de Cantanhede . O acidente ocorreu pelas 9h33 ao quilómetro 204.8 da A1, no sentido Norte-Sul, segundo confirmou o Notícias ao Minuto junto do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.
No local, nas operações de socorro estiveram 18 operacionais e 10 viaturas dos bombeiros da Mealhada, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), GNR e da concessionária Brisa.
O Diário de Coimbra já tinha avançado que os dois militares seguiam em coluna pela A1 e saíram para prestar auxílio a um camionista após o rebentamento de um pneu.
Os militares entraram em paragem cardiorrespiratória e foram efetuadas manobras de reanimação no local. Posteriormente, foram transportados para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde foi declarado o óbito.
Em comunicado, o Exército lamentou a morte dos militares e confirmou que o acidente ocorreu "quando prestavam auxílio a um condutor de um veículo pesado imobilizado".
Segundo o Exército, "foram de imediato acionados os mecanismos de apoio às famílias, incluindo acompanhamento psicológico", e foi determinada "a abertura de um processo de averiguações para apuramento das circunstâncias do ocorrido".
Dois militares do Exército Português morreram após serem atropelados na A1, junto à Área de Serviço de Cantanhede, quando prestavam auxílio a um camionista. Foi determinada "a abertura de um processo de averiguações para apuramento das circunstâncias do ocorrido".
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