PR francês recebe o presidente Libanês e o rei Abdullah II da Jordânia
Após esta primeira reunião no palácio do Eliseu, Emmanuel Macron deverá receber mais tarde o rei Abdullah II da Jordânia, no palácio nacional Les Invalides.
Os três líderes terão depois uma reunião conjunta e, ao final da manhã, abrirão uma reunião "operacional" de altos funcionários militares dos seus países e de vários Estados parceiros, incluindo o Reino Unido, os Estados Unidos e a Arábia Saudita.
O objetivo é examinar "o plano de destacamento" das Forças Armadas libanesas de acordo com um "plano claro, credível e realista", referiu a Presidência francesa.
A França, segundo a Presidência francesa, quer que "o contexto de funcionamento, os parâmetros, as modalidades desta ação sejam clarificados até ao final deste dia de trabalho", como pré-requisito para um apoio "muito robusto e operacional" da comunidade internacional, seja em ajuda financeira, em equipamentos ou em formação.
As forças libanesas, mal remuneradas e mal equipadas, prosseguem na sua missão de desarmar o grupo xiita Hezbollah no sul do país. O desarmamento deste grupo rebelde pró-iraniano é uma condição para a retirada de Israel do sul do Líbano.
Antes de ir à Paris, o Presidente Aoun declarou na terça-feira, numa entrevista à agência de notícias AFP, que queria chegar a um acordo de segurança com Israel assim que o Exército israelita se retirasse do sul do Líbano.
Aoun sublinhou a sua determinação em desarmar o Hezbollah, mas "sem confronto". O chefe de Estado libanês pediu ainda aos europeus, norte-americanos e árabes que apoiassem o Exército libanês, chamado a posicionar-se no sul do país, atualmente parcialmente ocupado por Israel.
O Presidente libanês apelou finalmente à criação de uma nova força da ONU – já que o mandato da atual força (UNIFIL) expira em breve - até que o Exército libanês esteja pronto, a fim de evitar um "vácuo de segurança".
A França e a Itália, o principal país que contribui com tropas para a UNIFIL, estão a considerar a evolução do dispositivo internacional no sul do Líbano no final do mandato da força da ONU, no final deste ano.
O Líbano será também um dos temas centrais da Assembleia Geral da ONU, na próxima semana, em Nova Iorque.
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