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Ilídio Vieira Té: “Transição deve terminar numa urna e não numa nova crise”

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Ilídio Vieira Té: “Transição deve terminar numa urna e não numa nova crise”

A Guiné-Bissau precisa, acima de tudo, de instituições capazes de sobreviver aos governos, aos dirigentes e às crises políticas.

É esse o diagnóstico de Ilídio Vieira Té, primeiro-ministro e ministro das Finanças do Governo de transição, para quem o principal défice do país não é financeiro nem de recursos humanos, mas institucional.

“Podemos conseguir financiamento.

Podemos formar quadros.

Podemos receber apoio dos nossos parceiros.

Mas, se não existirem instituições capazes de planear, executar, fiscalizar e garantir continuidade às políticas públicas, uma parte desses recursos será desperdiçada”, afirma.

Desde a independência, declarada em 1973 e reconhecida em 1974, a Guiné-Bissau foi alvo de cinco golpes de estado consumados, o último dos quais a 26 de novembro de 2025, três dias depois da realização simultânea de eleições presidenciais e legislativas, que resultou na atual situação.

A estes acrescem 17 tentativas fracassadas, a última a 1 de fevereiro de 2022.

São 18, se incluirmos o confronto armado entre a guarda da Presidência e a Guarda Nacional, a 4 de dezembro de 2023, que o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, considerou apenas um ensaio para a tomada de poder.

As eleições gerais de dezembro decorrerão já no quadro da nova Constituição, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), que substituiu a Assembleia Nacional Popular no golpe de estado de novembro, e sufragada em referendo com 70% dos votos válidos, ainda que com muitas críticas da oposição.

O regime continua a ser formalmente semipresidencialista, mas o Presidente da República ganha poder.

Passa a presidir ao conselho de ministros e a ter maior facilidade em dispensar o Governo.

Ilídio Vieira Té defende a clarificação das competências, mas insiste que um Presidente mais forte exige contrapoderes mais fortes.

“Autoridade sem controlo pode transformar-se em arbitrariedade; controlo sem capacidade de decisão pode transformar-se em paralisia”, afirma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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