O perigo da caravela-portuguesa: como funciona e o que fazer
Parece muito bonita, pode haver tentação de lhe tocar, mas é melhor não. Mesmo que já esteja morta, os tentáculos podem funcionar – e há veneno.
Há um padrão internacional que indica que se deve utilizar bandeira roxa nas praias para assinalar organismos marinhos perigosos. Um deles é a caravela-portuguesa.
A caravela-portuguesa ( Physalia physalis ) é um organismo marinho que pode aparecer em praias. Não é uma medusa verdadeira: é uma colónia de pequenos organismos que funcionam em conjunto.
Tem uma estrutura azul ou roxa. Parece um balão ou uma vela, cheia de gás, que fica à superfície e é empurrada pelo vento.
Debaixo dessa estrutura há tentáculos muito compridos, que podem chegar aos 30 metros (já lá vamos).
A caravela-portuguesa é, de facto, perigosa. Tem os denominados cnidócitos, que são células urticantes microscópicas que funcionam como uma espécie de arpão químico automático.
E tem muitos cnidócitos. Os tentáculos têm milhões de cnidócitos, que por sua vez têm nematocistos, pequenas cápsulas microscópicas cheias de veneno.
Um contacto com a caravela-portuguesa desencadeia o disparo: quando algo ou alguém toca no tentáculo, o nematocisto pode disparar em fracções de segundo. Aliás, é mesmo uma das estruturas de “disparo” mais rápidas conhecidas na biologia.
O nematocisto penetra na pele. Uma estrutura minúscula, que parece um fio ou arpão, sai da cápsula e pode penetrar na pele, injectando veneno – que actua sobre as células e terminações nervosas.
As consequências mais habituais: dor intensa e imediata, sensação de queimadura, vermelhidão e inflamação, marcas lineares ou semelhantes a vergões. Também pode causar náuseas, fraqueza, dificuldade respiratória ou alterações cardiovasculares, em exposições mais prolongadas.
Mesmo quando está morta ou parece estar seca na areia, os tentáculos podem continuar a libertar veneno e provocar uma picada dolorosa.
Os mecanismos urticantes dos tentáculos podem continuar a funcionar durante algum tempo após a morte.
É por tudo isto que não se deve tocar numa caravela-portuguesa que esteja na praia, na areia. E deve-se chamar a atenção para outras pessoas na zona, especialmente crianças.
Como lembrou recentemente a Página Póvoa de Varzim , se houver contacto, há alguns procedimentos indicados pelo INEM.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em zap.aeiou.pt — o conteúdo pertence a ZAP.