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Regresso às aulas leva quase 8 em 10 famílias a cortar outras despesas

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Regresso às aulas leva quase 8 em 10 famílias a cortar outras despesas

A pressão financeira associada ao regresso às aulas leva quase oito em cada 10 famílias (79%) a cortar noutras despesas , de acordo com o estudo "Regresso às Aulas" do Observador Cetelem. Segundo o mesmo estudo, o valor médio estimado por estudante para o início do ano letivo fixa-se em 579,28 euros , menos 25 euros do que há um ano.

"O regresso às aulas continua a representar uma despesa relevante para as famílias portuguesas", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

As principais despesas associadas ao regresso às aulas concentram-se na compra de material escolar (53%), alimentação (46%), roupa (39%) e mensalidades e propinas (33%).

"A pressão sobre o orçamento é ainda agravada pelo peso das despesas fixas das famílias , com 55% dos encarregados de educação a sublinharem que os custos da habitação têm um impacto moderado (36%) a elevado (19%) na disponibilidade para os gastos com educação", pode ler-se na mesma nota divulgada.

De sublinhar que "metade dos encarregados de educação (51%) indica que as despesas com a educação representam entre 10% e mais de 20% do orçamento familiar, sendo que 46% sentem que esse peso aumentou no último ano. O resultado prático é 43% sentirem dificuldade e 8% muita dificuldade ou necessidade de apoio".

Um estudo da ConsumerChoice revela que 43% dos portugueses esperam gastar entre 100 e 250 euros por filho no regresso às aulas, enquanto 10% planeiam gastar menos de 100 euros.

"Perante este contexto, as famílias procuram adaptar o orçamento e redefinir prioridades . 79% dos inquiridos já abdicaram de outros gastos: 42% prescindiram de férias e viagens, 39% reduziram as refeições fora de casa e 38% cortaram em atividades de lazer. O impacto destas restrições leva ainda a que 23% das famílias cortem poupanças e 9% se vejam obrigadas a reduzir despesas de saúde", pode ainda ler-se.

O estudo revela ainda a procura de alternativas mais acessíveis estende-se também às compras para o regresso às aulas: "O material escolar essencial (80%) e o vestuário e calçado (74%) continuam a liderar as intenções de compra, e verifica-se uma subida nas intenções de compra de categorias tecnológicas: a compra de computadores sobe para 25% (+18% face a 2025), a de calculadoras atinge os 29% e a de tablets os 21%".

"Neste contexto, comprar material escolar recondicionado ou em segunda mão é opção para 59% dos inquiridos. A necessidade de gerir o orçamento de forma mais rigorosa reflete-se também na forma como as famílias gerem o seu orçamento disponível. Embora 61% afirmem ter poupanças destinadas à educação, apenas 31% tencionam usá-las agora, guardando esse fundo para outros momentos", pode ainda ler-se.

O estudo revela ainda que o "recurso ao crédito aparece como solução complementar de gestão do orçamento, com 42% dos inquiridos a admitir ou ponderar utilizar o cartão de crédito nas compras escolares, com o montante médio de cerca de 388,21€ (+21,25€ face a 2025). Paralelamente, 13% dos portugueses admitem solicitar um crédito pessoal para fazer face a despesas associadas à educação".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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