As notícias das 12h
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Agora, meio-dia. Notícias com edição do Miguel Cordeiro. Chega e PS não rejeitam o plano de Pedro Passos Coelho para o país. Os partidos da oposição falam num diagnóstico correto do estado atual de Portugal.
É uma reação do Chega e do Partido Socialista a um estudo que Pedro Passos Coelho está a desenvolver sobre as reformas para Portugal e também ao prefácio do livro, no qual o ex-primeiro-ministro repete que o tempo para o governo avançar com essas mudanças está a esgotar-se. O estudo de Pedro Passos Coelho tem como objetivo avaliar o estado da economia portuguesa e apresentar problemas e soluções em pilares essenciais como a Segurança Social, saúde, educação, defesa e justiça. Esta manhã, no Explicador da Rádio Observador, escutámos a deputada do Chega, Sandra Ribeiro, e também Carlos Pereira, do Partido Socialista. Sandra Ribeiro revela que o Chega concorda com este diagnóstico feito por Pedro Passos Coelho.
Teve este diagnóstico de que realmente o país está bloqueado e sem ambição, e nós concordamos com esta necessidade urgente de uma reforma fiscal profunda e o combate à burocracia. Este estudo poderá ser incômodo tanto para o PSD como para o PS, porque este estudo vem nos mostrar como é que nós chegamos até aqui. Estamos a falar, por exemplo, da sustentabilidade da Segurança Social e o caso da habitação, em que o mercado não está melhor, pois tem vindo a aumentar. Enfim, este tipo de situações tem de ser analisado.
Considera Sandra Ribeiro que este estudo pode ser uma mais-valia para o país, para perceber que caminho tem de seguir perante uma economia com o tempo contado. Diz também Sandra Ribeiro que este posicionamento de Pedro Passos Coelho não é um risco para o Chega.
O PS também não coloca obstáculos ao estudo de Pedro Passos Coelho, mas levanta dúvidas sobre as intenções do antigo primeiro-ministro.
Foi o que disse Carlos Pereira, deputado do Partido Socialista, ouvido no Explicador. Diz que espera que o estudo resulte na concretização de reformas, mas afirma que é preciso olhar para o trabalho com responsabilidade e questiona, afinal, que intenções tem o antigo primeiro-ministro.
Este antigo primeiro-ministro governou e fez estas reformas, cujos resultados estão à vista, a acusar o atual primeiro-ministro, que foi seu líder parlamentar, de não conseguir fazer reformas. Ou seja, um tem um problema com o resultado das reformas que fez, que foram desastrosas, e outro tem um problema com as reformas que não fez. E esta é a discussão que está instalada dentro do PSD, que promete intensificar-se à boleia de um estudo que eu espero que seja consequente, com uma nova geração de reformas, que não se volte às reformas de 2012, catastróficas de Pedro Passos Coelho.
Carlos Pereira considera que Passos Coelho poderá ter segundas intenções ao apresentar este estudo, mas ainda assim não acredita que o antigo primeiro-ministro esteja a preparar um regresso à política.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.