"Terrorismo de extrema-direita". Alerta do MAI irrita Chega: "E Xuxas?"
O ministro da Administração Interna apresentou, na quarta-feira, 16 de setembro, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025 no Parlamento, considerando que "o tráfico de estupefacientes é hoje a primeira ameaça à segurança interna em Portugal" .
No entanto, quando Luís Neves passou para o tema do terrorismo, ouviu-se apupos (e não só) no plenário, por parte da bancada do Chega.
"Relativamente à questão do terrorismo, a primeira grande matéria a ter atenção continua a ser, no mundo ocidental e na Europa, o terrorismo de matriz islamita. Felizmente, Portugal tem feito o seu trabalho no plano nacional e internacional", disse, enquanto os parlamentares do partido liderado por André Ventura se manifestavam com gritos e apartes.
Mas Luís Neves continuou, realçando que "o terrorismo de extrema-direita radical, onde se encontram nacionalistas identitários, de uma matriz neonazi é muito maior" em comparação com os grupos radicais de esquerda.
E é aí que o grupo parlamentar do Chega se exalta, com uma reação ruidosa. Entre os protestos ouve-se: "E os Xuxas?", numa alusão ao traficante português Rúben Oliveira, cujo o carro Volkswagen Golf GTD que lhe foi apreendido pela Polícia Judiciária (PJ) está agora a ser utilizado pelo ministro da Administração Interna.
O ruído foi tanto, que o ministro teve de interromper a apresentação do RASI e obrigou o presidente da Assembleia da República (AR) a intervir, pedindo silêncio.
Apesar de o relatório do RASI apontar para o facto de a "ameaça de extrema-direita ser muito maior", Luís Neves lembrou que, já este ano, no passado mês de março, ocorreu o ataque "à Marcha pela Vida", em que um homem atirou um cocktail molotov contra uma manifestação pacífica que se opunha ao aborto.
"Eu próprio considerei como um ato terrorista.
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