quinta-feira, 8 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Coreia do Sul retira embaixador em Kiev em resposta a tensões com a Ucrânia

Diário de Notícias ·
Coreia do Sul retira embaixador em Kiev em resposta a tensões com a Ucrânia

A Coreia do Sul anunciou esta quinta-feira, 8 de outubro, a retirada do seu embaixador em Kiev em resposta às tensões entre os países devido à quebra da confidencialidade em torno de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

“O governo decidiu retirar o seu embaixador da Ucrânia.

O governo espera que todos os litígios existentes entre os dois países sejam resolvidos de forma amigável e continuará as consultas com a parte ucraniana para esse efeito” , afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano num comunicado.

Kiev reagiu através de um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, que em declarações aos jornalistas defendeu que a “diplomacia deve prevalecer sobre a emoção”, acrescentando que ainda acredita num “diálogo construtivo” com Seul.

Em causa está o discurso na 81.ª Assembleia Geral da ONU do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em que referiu que Kiev iria transferir para Seul soldados norte-coreanos capturados pelo exército ucraniano.

P&R.

O que está em causa na tensão diplomática entre a Coreia do Sul e a Ucrânia? As autoridades sul-coreanas pretendiam manter o sigilo em torno deste caso, devido às tensões com a Coreia do Norte e o Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, exigiu desculpas oficiais, temendo que esta divulgação pusesse em perigo as famílias dos prisioneiros de guerra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, referiu que o incidente constituía um “mal-entendido diplomático”.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Coreia do Norte tornou-se um aliado fundamental do Kremlin, enviando soldados para apoiar o esforço de guerra de Moscovo em troca de vantagens económicas e de tecnologias militares.

Em simultâneo, o jornal The Guardian noticiou que a Coreia do Sul enviou à volta de 176.000 toneladas de hidrocarbonetos, sobretudo gasóleo, para a Rússia entre julho e agosto.

Kiev condenou este envio, embora a Coreia do Sul tenha defendido hoje que as entregas de gasóleo a Moscovo não estão sujeitas a controlos à exportação.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano indicou hoje que o gasóleo, mesmo que proviesse da Coreia do Sul, não violaria as proibições de exportação.

"Os produtos petrolíferos refinados, incluindo o gasóleo comercial e o combustível para aviação, mencionados no artigo do Guardian, não estão sujeitos aos controlos à exportação da Coreia do Sul contra a Rússia" , sublinhou o ministério sul-coreano, sublinhando que as exportações globais para Moscovo caíram para menos de metade desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

"Não foi comprovado que combustíveis de origem sul-coreana, nomeadamente gasóleo, tenham sido exportados para a Rússia" , acrescentou.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›