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Taranto 2026, aí estão os 20.º Jogos do Mediterrâneo

Diário de Notícias ·

Desconhecidos em Portugal, sente-se este Verão, a prioridade que a RTP está a dar, a evento com participação nacional, desde 2018 (Tarragona-Espanha e 2022, Oran-Argélia), certamente com objectivos de audiência, cuja externalidade será colocar-nos enquanto mediterrânicos, no café, em casa, e com vitórias! A 20.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo (JM), com início dia 21, viu Portugal “limpar” cinco medalhas, logo no primeiro dia! Três de ouro (ciclismo e natação), uma de prata (canoagem) e uma de bronze (ciclismo).

Entretanto, domingo, a canoagem acrescentou mais duas pratas à cesta.

Um resumo, destes dois primeiros dias, Portugal, já conquistou sete medalhas! Inédito, pelo que os JM, bem divulgados e no centro da agenda desportiva, de um Agosto, a cada quatro anos, podem funcionar como o nosso placebo-olímpico, a nossa vingança.

No Mundo, já não somos o que fomos, ah, mas no Mediterrâneo, é tudo nosso, até Ceuta, camandro! O Portugal atlantista, negligencia uma histórica dimensão mediterrânica portuguesa, para além de Roma e Jerusalém.

Para a resgatar, havendo todo o interesse nisso, é preciso um plano, e o desporto costuma ser o mobilizador primeiro.

Ver resultados ao final do primeiro dia, é perceber que o “ganhar ou perder, é desporto e o importante é participar”, só é dito por quem nunca ganhou! Com uma comitiva de 168 atletas, distribuídos por 30 modalidades, o objectivo nacional, é superar as 25 medalhas, conquistadas em Oran 2022.

Caso este objectivo seja atingido, o grau da festa e atenção mediática, no regresso, definirão se os JM futuros, terão honras de Estado, à despedida, enquanto motivador e reconhecimento, da importância do evento.

Importância desportiva e política.

E porquê? A importância desportiva, tem a ver com a autoestima nacional.

Se nas Olimpíadas ganhamos, em média, 5 medalhas, as 25 de Oran já chegam para garantir audiências no segundo canal, às 14h00 de uma terça-feira! A importância política, tem a ver com rumo, com estratégia nacional.

Portugal, como todos, foi obrigado a olhar para Sul, enquanto alternativa.

Esse Sul, fornece-nos gás e é esse gás que também sustenta Sines e lhe projecta mais 100 anos de existência, conectada com Beirute, através do labirinto de gasodutos, que a fonte Nigéria proporcionará, às “torneiras da Europa de Sul”, Marrocos e Argélia.

Mais profundo ainda, e nada distópico, é por esta via, do gás e do “poder da torneira”, que o Magrebe dirá a Bruxelas, “o Estatuto Avançado já não chega, queremos mais”! O quê, exactamente? “Integração política, naturalmente.

Já fomos todos Império, não já? Estamos de volta e somos Mediterrâneo”! Esta é a visão raulesca da coisa, para 2126! Escreve sem aplicação do Acordo Ortográfico

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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