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Tensão aumenta no Médio Oriente: Irão retalia após ataques dos EUA e desafia ameaça de Trump de um ataque "muito mais forte"

CNN Portugal ·
Tensão aumenta no Médio Oriente: Irão retalia após ataques dos EUA e desafia ameaça de Trump de um ataque "muito mais forte"

Os militares norte-americanos realizaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, levando Teerão a atacar a Jordânia, o Bahrein e o Kuwait, desafiando um aviso de Donald Trump de que qualquer retaliação faria com que o Irão fosse "atingido com muito mais força".

A mais recente ronda de ataques de retaliação surge depois de os EUA e o Irão terem trocado ataques durante a noite de domingo para segunda-feira, pela primeira vez em mais de um mês, num conjunto de confrontos que ameaçou reacender o conflito militar devastador após semanas de relativa acalmia.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que os novos ataques realizados na terça-feira foram lançados em resposta a recentes tentativas de ataque iranianas "contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e tropas norte-americanas destacadas na região", numa publicação na rede social X.

Os militares disseram que os ataques começaram às 12h00 de terça-feira, hora de Leste dos EUA, e que os alvos incluíram "sistemas de defesa aérea, sistemas de radar, meios marítimos e instalações, capacidades de colocação de minas e locais de comunicações" associados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão. Numa publicação do CENTCOM no X, às 18:33, hora de Leste dos EUA, foi indicado que a vaga de ataques estava concluída.

Donald Trump avisou que o Irão enfrentaria uma ação militar norte-americana mais severa caso retaliasse contra o que classificou como um "ataque muito justificado", salientando, ao mesmo tempo, que os EUA continuam a aguardar "o maior ataque de todos".

"Serão atingidos novamente a um nível muito mais forte e elevado, mas não será o maior ataque de todos, que está à espera nos bastidores e, quando terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irão!", escreveu na terça-feira na Truth Social.

O Irão prometeu rapidamente uma resposta "devastadora" e afirmou que um dos ataques norte-americanos tinha atingido uma celebração de casamento no sul do Irão, matando quatro pessoas, incluindo uma criança pequena, e ferindo até 50. A CNN contactou o CENTCOM para obter um comentário sobre a alegação iraniana.

A nova ronda de ataques ocorreu apesar de responsáveis da administração Trump terem anteriormente sinalizado planos para afastar-se de uma campanha militar e avançar para uma estratégia centrada no reforço da pressão económica — uma abordagem promovida na terça-feira pelo secretário do Tesouro numa reunião do G20 com ministros das Finanças, na Carolina do Norte.

"Pouco me importa se eles assinam um acordo inútil, para eles. Gosto muito mais da nossa posição atual, com controlo quase total do Estreito de Ormuz e a economia deles a entrar totalmente em colapso", escreveu Trump na terça-feira à noite na Truth Social. "Não estou a tentar obrigar o Irão a sentar-se à mesa das negociações", acrescentou.

Após os primeiros ataques norte-americanos de domingo, o Irão afirmou ter lançado mísseis contra alvos militares dos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, em retaliação a um ataque norte-americano contra lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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