Glória: Oposição na CML unânime a acusar Moedas de desresponsabilização
Q uestionados pela agência Lusa, os vereadores de PS, Livre, BE, PCP e Chega convergem nas críticas à atuação de Moedas – que lidera a governação PSD/CDS-PP/IL na Câmara Municipal de Lisboa (CML) – após o descarrilamento do ascensor da Glória, que ocorreu em 03 de setembro de 2025 e provocou 16 mortos e 24 feridos, de 15 nacionalidades.
"Continuamos sem conhecer as conclusões das auditorias, sem um balanço das medidas executadas e sem informação clara sobre a situação das vítimas e das suas famílias", expôs a vereação do PS, liderada por Alexandra Leitão.
Aguardando as conclusões das investigações sobre o acidente neste equipamento gerido pela empresa municipal Carris, que tem como acionista única a CML, o PS avança com uma avaliação à responsabilidade política pela gestão deste processo: "Moedas ainda deve à cidade um esclarecimento completo sobre o que falhou, o que foi corrigido e que garantias existem hoje de que o mesmo não voltará a acontecer com um equipamento municipal."
Para o PS, o adiamento do relatório final do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), que estava previsto para setembro, mas que deverá ser publicado até final do primeiro trimestre de 2027, "não justifica que o presidente da Câmara continue a faltar a uma prestação de contas clara e transparente".
"É difícil aceitar que, perante o acidente mais grave ocorrido num equipamento municipal em Lisboa, o presidente da Câmara se coloque à margem dos esclarecimentos e da responsabilidade.
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