“Temos de aumentar a oferta de casas privadas”, defende Miranda Sarmento
A concentração de ministérios e serviços públicos no Campus XXI está a libertar imóveis que o Estado pretende colocar no mercado, sendo que uma parte significativa destes edifícios será vendida a privados e poderá contribuir para aumentar a oferta imobiliária .
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, explicou esta quarta-feira no Parlamento que nem todo o património libertado tem condições ou características que permitam uma utilização habitacional.
“Temos de aumentar a oferta nos privados” , afirmou o governante durante uma audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), na sequência de um requerimento do Livre sobre o processo de alienação de património imobiliário do Estado com aptidão habitacional .
Estado põe à venda 5 imóveis e espera receber 18 milhões Ler Mais Miranda Sarmento sublinhou que o Governo está a trabalhar na identificação e avaliação do património imobiliário público.
“Podemos já hoje identificar praticamente todos os imóveis que o Estado tem e a sua situação atual” , afirmou.
O ministro explicou que uma parte dos imóveis que ficam disponíveis com a transferência de ministérios e serviços para o Campus XXI será alienada a privados.
“ Sobretudo os imóveis que já estão e vão ficar disponíveis pela concentração de serviços no Campus XXI, vários são para venda a privados” , afirmou Miranda Sarmento.
A opção, segundo o governante, não significa que o Governo esteja a desvalorizar a utilização do património público para responder à crise da habitação.
Pelo contrário, defende que a resposta passa por aumentar simultaneamente a oferta pública e a oferta privada. (Notícia em atualização)
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