Estado paga 230 mil€ a pais de militar que morreu em salto de paraquedas
O s pais de Ismael Lamela, o furriel de 23 anos que morreu no passado dia 5 de maio, durante o último salto do curso de paraquedismo do Exército Português, vão receber uma "compensação especial" de 230 mil euros, segundo o despacho publicado na quarta-feira, 26 de agosto, em Diário da República .
O documento descreve que Ismael "foi vítima de um acidente durante uma sessão de saltos de paraquedas de abertura automática, do qual resultou a sua morte" e lembra que foi "determinada a abertura de um processo de averiguações por morte".
Terminado esse processo, foi assim concluído que a morte do furriel "se deu em razão do serviço prestado e por motivo do seu desempenho, pelo que se encontram reunidos os pressupostos necessários à atribuição da compensação especial por morte", tal como está previsto no Decreto-Lei n.º 60/2024, de 30 de setembro.
O montante da compensação foi calculado com base nesse mesmo despacho, ou seja, 250 vezes a retribuição mínima mensal garantida, que à data da morte do militar estava fixada em 920 euros, pelo que o valor da compensação especial pela morte de Ismael Lamela é de 230 mil euros.
O despacho publicado ontem explica ainda que "não tendo o militar indicado qualquer beneficiário”, antes de morrer, a referida compensação deve ser atribuída aos pais, “na qualidade de seus únicos e universais herdeiros".
O relatório final do processo de averiguações, como cita o Correio da Manhã , jornal que avançou com a informação, entretanto confirmada pelo Notícias ao Minuto , foi alvo de despacho do chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, a 6 de julho; e do secretário de Estado Adjunto e da Política da Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, a 7 de agosto.
Recorde-se que o acidente que ceifou a vida a Ismael Lamela ocorreu no passado dia 5 de maio, durante um salto de paraquedas no Curso de Paraquedismo, em Tancos.
Além dele, também outro militar ficou ferido no mesmo salto, mas estável.
Já Ismael ficou em morte cerebral. Esteve internado no Hospital de São José, em Lisboa, mas o seu óbito acabou por ser declarado, poucas horas depois de ter dado entrada na unidade hospitalar.
Também na quarta-feira 26 de agosto, foi publicado um despacho em Diário da República sobre a "compensação especial" atribuída aos pais do "soldado recruta Henrique Moniz Carreiro" que, no dia 23 de outubro de 2024, "foi vítima de um acidente durante as provas de avaliação de aferição no Complexo das Laranjeiras, em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, nos Açores, do qual resultou a sua morte".
Tal como aconteceu com a morte de Ismael Lamela, foi instaurado um processo de averiguações que concluiu que Henrique Carreiro, morreu "em razão do serviço prestado e por motivo do seu desempenho" no Exército Português.
A indemnização atribuída aos pais de Henrique é, contudo, mais baixa, uma vez que o salário mínimo era em 2024 de 820 euros mensais e este ano é de 920 euros por mês.
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