IA: o novo fim do mundo depois dos anteriores
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"Ideias Feitas" "Ideias Feitas" com Alberto Gonçalves. Olá, Alberto, bem-vindo.
Hoje é caso para citar os R.E.M.: "It's the end of the world as we know it".
"It's the end of the world as we know it". Talvez não. Deixa-me só começar por dizer que eu uso a inteligência artificial enquanto motor de pesquisa, que é um motor mais poderoso do que aqueles que conhecíamos, os Groks, os ChatGPTs, os Geminis, essas coisas. Em geral, acho que são fiáveis, às vezes nota-se que não são fiáveis. Fora isso, fora o uso como motor de pesquisa, não leio nem vejo nada que eu note que tenha a mão da inteligência artificial e, pelo menos por enquanto, ainda vai sendo bastante fácil de identificar quando um produto tem mão da inteligência artificial. Se consigo escapar ou se estou tentando escapar, acho eu que estou a escapar desses produtos que são feitos por inteligência artificial, não consigo escapar às discussões em volta da inteligência artificial. E são sempre ou quase sempre discussões sobre se a inteligência artificial se vai autonomizar a ponto de subjugar a humanidade e até exterminá-la, no limite. Ou seja, discute-se se os avanços na inteligência artificial vão trazer consigo o fim do mundo, como na canção dos R.E.M. e noutras canções e noutras coisas. Eu, sinceramente, não sei, não faço ideia se a inteligência artificial vai acabar com a humanidade e vai trazer o fim do mundo e o apocalipse, essas coisas todas. E também não parece que alguém saiba ou consiga fazer uma previsão acertada, pelo menos até que a previsão se confirme. E aí já não estaremos para verificar, portanto, o assunto também acaba por não ter grande interesse. Agora, a propósito desta impressão quase constante em que vivemos ou da iminência do fim do mundo, houve um utilizador do Twitter, que é português, não sei o nome do senhor, não sei se ele recorreu à inteligência artificial, mas ele inventariou as capas da revista Time que, nas últimas largas décadas, fizeram menção ao fim do mundo sob perspectivas completamente diferentes, a pretexto de assuntos completamente diferentes e de causas completamente diferentes. E então, só aqui muito rapidamente, nesse inventário das capas da revista Time dedicadas aos fins do mundo que vinham aí. Em 1954, houve uma capa sobre a guerra nuclear. Fazia algum sentido, com certeza que sim, e realmente mudou o paradigma existencial da humanidade, a existência da bomba atômica, em 1954, ainda era muito próximo de 45. Depois, em 1960, houve uma capa sobre a superpopulação, ou seja, o mundo ia acabar por causa do excesso populacional. Em 1970, era o colapso ecológico, não pelos pretextos ou pelas causas de que falamos agora, hoje em dia. Em 1982, voltou a Guerra Fria e a hipótese do cataclismo nuclear. Em 1989, uma capa da Time dedicada à Terra em perigo, e aqui começou-se a falar do efeito estufa, aquecimento global, camada do ozono, etc. Em 92, voltou-se à camada do ozono.
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