Marinha dos EUA quer mudar o nome de um porta-aviões que ia ser batizado em homenagem a um herói negro
A Marinha dos EUA está a trabalhar para renomear um porta-aviões em construção que homenagearia um marinheiro negro aclamado pelos seus atos heróicos durante o ataque a Pearl Harbor, disseram à CNN três fontes familiarizadas com as discussões internas.
Não é claro qual será o novo nome do porta-aviões, embora duas das fontes tenham afirmado que houve conversas internas sobre a sua renomeação em homenagem a Trump. Seria uma medida sem precedentes dar o nome de um presidente em exercício a um porta-aviões.
A Marinha está a considerar, em vez disso, renomear outro navio de guerra em homenagem a Miller, de acordo com uma das fontes, e está a recomendá-lo para a Medalha de Honra, a mais alta condecoração por bravura militar. A autorização final para a atribuição da medalha depende do Congresso e da aprovação de Trump.
Thomas Bledsoe, sobrinho-neto de Miller, refere que a família de Miller não foi informada da mudança nem do esforço renovado para conceder a Medalha de Honra ao seu tio-avô. A família tem vindo a trabalhar para que receba a Medalha de Honra “há anos”, diz Bledsoe, e considerou a recomendação da Marinha para a condecoração “muito positiva”.
A Marinha dirigiu as perguntas da CNN para o gabinete do secretário da Defesa. Um porta-voz do Departamento de Defesa afirmou que não havia nada a anunciar neste momento.
O esforço para renomear o USS Doris Miller está em curso desde o início deste ano, disseram as fontes. O secretário interino da Marinha, Hung Cao, e o seu gabinete estão também a analisar a atualização das orientações oficiais sobre como os navios devem ser nomeados e a especificar em homenagem a quem podem ser nomeados, incluindo os presidentes, disseram duas das fontes.
No meio das discussões sobre o nome do navio, a Marinha deixou efetivamente de se referir a ele internamente como USS Doris Miller e está a referir-se a ele apenas pelo seu número de casco, CVN-81, disse uma das fontes. Uma recente ordem executiva da Casa Branca sobre construção naval também se referiu ao navio apenas como CVN-81, incumbindo o secretário da Defesa e o secretário da Marinha de apresentarem um plano para substituir o sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves do navio por sistemas hidráulicos e a vapor.
A Marinha tem pouco tempo para finalizar o nome do porta-aviões, uma vez que a cerimónia de lançamento da quilha está prevista para o final deste ano. A cerimónia é um evento público que marca uma etapa importante na construção do navio. A entrega do navio está prevista para 2034, como foi inicialmente noticiado pelo USNI News, devido a restrições do estaleiro.
“Dorie Miller era filho de um meeiro”, recordou Modly, nomeado por Trump e que ocupou cargos de liderança na Marinha de 2017 a 2020, na cerimónia, de acordo com um comunicado da Marinha. “E era um marinheiro americano – assim designado pelo uniforme que vestia – o mesmo uniforme que todos os marinheiros usavam e ainda usam, independentemente da raça, origem étnica ou convicção política.”
Doris “Dorie” Miller, de Waco, Texas, alistou-se na Marinha dos EUA em 1939, de acordo com o Museu Nacional da Guerra do Pacífico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.