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O ponto da situação um ano após o descarrilamento do elevador da Glória

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O ponto da situação um ano após o descarrilamento do elevador da Glória

Faz esta quinta-feira, 3 de setembro, um ano que o elevador da Glória descarrilou, em Lisboa, um acidente que provocou 16 mortes e 24 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.

As vítimas mortais eram sobretudo turistas estrangeiros, mas também morreram cinco portugueses: o guarda-freio André Marques, que operava uma das cabines deste equipamento gerido pela empresa municipal Carris, e quatro trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que utilizavam este transporte público.

O acidente provocou ainda 24 feridos, dos quais nove graves.

O relatório preliminar de outubro apontou falhas e omissões na manutenção do ascensor da Glória e a falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço.

Um ano depois, como está o ponto da situação? Seguradora já assumiu custos de 2,3 milhões de euros A Fidelidade assumiu até agora custos no total de 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente do elevador da Glória, incluindo quatro indemnizações a famílias de vítimas mortais, anunciou a seguradora da Carris.

A Fidelidade adiantou num comunicado publicado na semana passada que, até ao momento, “suportou diretamente, ou assumiu a responsabilidade pelo reembolso, de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com o acidente, incluindo além dos acordos indemnizatórios já alcançados, serviços funerários, repatriamentos, consultas, tratamentos, internamentos, intervenções cirúrgicas, reabilitação, transportes, salários perdidos, entre outros” .

Relativamente às 16 mortes, foram concluídos até à presente data acordos de indemnização com quatro famílias e estão atualmente em negociação sete processos.

“Uma situação segue os respetivos trâmites judiciais, após não ter sido possível, até ao momento, alcançar acordo quanto à proposta apresentada” , revelou a seguradora, avançando ainda que “existe uma outra vítima mortal que está a ser regularizada exclusivamente em sede de acidentes de trabalho à qual estão a ser pagas pensões provisórias que se manterão até que esteja concluído o processo no tribunal do trabalho” .

Há ainda três processos em que “ainda não foi possível apresentar uma proposta indemnizatória definitiva” , devido, essencialmente, à “necessidade de obtenção de documentação indispensável e das especificidades legais dos países envolvidos”, explicou.

Já quanto aos 24 feridos, “a avaliação indemnizatória definitiva apenas poderá ser realizada quando exista estabilização clínica que permita determinar, de forma adequada, a extensão das eventuais sequelas e dos danos sofridos” , o que ainda não aconteceu em nenhum dos casos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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