Resultados do trimestre testam resistência da rentabilidade das cotadas da bolsa
A Navigator arranca esta quinta-feira a época de divulgação dos resultados da bolsa lisboeta.
Depois de um semestre histórico, que aponta para um novo ano de lucros recorde na bolsa , as cotadas do PSI mostram as contas de um trimestre marcado pela escalada dos preços dos combustíveis, que vai testar a capacidade das companhias portuguesas protegerem os lucros neste ambiente.
Os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.
João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa, destaca que esta época de apresentação de resultados será “particularmente relevante para aferir até que ponto as empresas portuguesas conseguiram preservar a rentabilidade num contexto caracterizado por maior volatilidade energética , aumento das yields soberanas, abrandamento económico em vários mercados europeus e crescente incerteza geopolítica”.
“Perspetiva-se uma temporada marcada por uma evolução menos homogénea dos resultados do que aquela observada nos últimos dois anos”, destaca João Queiroz.
“Os investidores deverão encontrar um PSI dividido entre setores que continuam a beneficiar de condições estruturais favoráveis, como a banca e parte do universo energético, e outros mais dependentes da evolução do ciclo económico europeu , onde a visibilidade permanece reduzida”, diz o head of trading do Banco Carregosa.
Perspetiva-se uma temporada marcada por uma evolução menos homogénea dos resultados do que aquela observada nos últimos dois anos.
Os investidores deverão encontrar um PSI dividido entre setores que continuam a beneficiar de condições estruturais favoráveis, como a banca e parte do universo energético, e outros mais dependentes da evolução do ciclo económico europeu, onde a visibilidade permanece reduzida.
João Queiroz Head of trading do Banco Carregosa António Seladas, fundador da AS Independent Research, destaca que, “em geral, a principal dinâmica na economia portuguesa mantém-se, ou seja, consumo privado forte.
As empresas mais relacionadas com o retalho/procura doméstica deverão continuar a apresentar números interessantes “.
Dito isto, acrescenta, “a dinâmica é claramente inferior ao que se verificou no terceiro trimestre de 2025, que foi excecionalmente forte”.
“O consumo mantém-se com variações positivas, o que será benéfico para as empresas relacionadas diretamente com o consumidor, no entanto a dinâmica está a perder intensidade.
A pressão nos custos, nomeadamente energia, mantém-se intensa o que poderá pressionar ligeiramente as margens”, ressalva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.